Ásia/Oceania

Antes da próxima janela chinesa, Federação aperta ainda mais as restrições a estrangeiros

A janela de verão do futebol chinês está prestes a ser aberta, mas será ainda mais difícil para os clubes do país desembolsarem quantias inflacionadas para contratar estrelas do futebol europeu – ou até mesmo do brasileiro, embora esse tipo de movimentação tenha ficado menor nas últimas ações do mercado asiático.

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A Federação Chinesa decretou que os clubes que estiverem com o balanço no vermelho, atualmente, quase todos, deverão depositar um valor idêntico ao da contratação de um estrangeiro em um fundo de desenvolvimento do futebol local. Ou seja, caso o Shanghai SIPG tivesse contratado Hulk na próxima janela, teria que pagar € 56 milhões para o Zenit e mais € 56 milhões para o fundo. Além disso, os clubes agora são obrigados a colocar no time titular um jogador sub-23 chinês para cada jogador estrangeiro. “Os clubes precisam comprar jogadores de maneira racional”, afirmou a federação.

No começo de janeiro, depois das contratações de Oscar por € 70 milhões e de Tevez, com salários na casa dos € 37,5 milhões, o governo chinês havia dito que haveria um “controle de custos de razoável alcance” e que a supervisão sobre os clubes seria reforçada. Isso um mês depois de a Superliga Chinesa ter diminuído o número de estrangeiros permitidos em cada equipe, de quatro para três, com a permissão de um asiático não-chinês.

O medo das autoridades é que o futebol chinês fique desequilibrado, com clubes “queimando” dinheiro por resultados de curto prazo, sem pensar no desenvolvimento orgânico do esporte no país. Além disso, segundo o EL País, há a preocupação de que os empresários que administram essas agremiações estejam aproveitando o mercado de jogadores para tirar grana da China, movimentação que passa por forte controle do governo central, ou até mesmo lavando dinheiro.

Apenas alguns dias atrás, o Tianjin Quanjian emitiu um comunicado desmentindo que tivesse interesse no atacante do Chelsea, Diego Costa. Wayne Rooney é outra estrela da Europa que vem sendo tentado por salários milionários.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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