Ásia/Oceania

O último jogo do Al-Nassr na fase de grupos da Champions da Ásia atendeu às expectativas e foi bem chato

Já classificado para as oitavas de final, o Al-Nassr não teve estrangeiros entre os titulares e fechou a fase de grupos da Champions League Asiática com um sofrível empate com o Istiklol

O duelo entre Istiklol, do Tajiquistão, e Al-Nassr pela sexta e última rodada da fase de grupos da Champions League da Ásia não prometia nada e atendeu bem as expectativas. Classificado antecipadamente para as oitavas de final do torneio e sem Cristiano Ronaldo, que ficou fora do confronto por uma lesão no pescoço, o clube saudita deixou os poucos jogadores de destaque que relacionou no banco de reservas e empatou nesta terça-feira (5) em 1 a 1 com o time tajique, que é o lanterna do Grupo E e não tinha qualquer chance de classificação.

A partida foi o que se esperava de um embate pela fase de grupos da Champions Asiática entre duas equipes com suas situações resolvidas antes do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita assumir o controle dos quatro maiores clubes do país e investir pesado. Sem jogadores de renome, o jogo no Estádio Pamir foi chato, com poucas boas chances de ambos os lados e muitos erros técnicos. Alisher Dzhalilov abriu o placar para os donos da casa no primeiro tempo aproveitando um vacilo da defesa adversária na saída de bola, mas os visitantes buscaram o empate com Abdulrahman Ghareeb no início da segunda etapa em lance de muita insistência.

Invicto, o Al-Nassr terminou com 14 pontos e na liderança do Grupo E. Anderson Talisca, que entrou no fim do segundo tempo, ainda foi o artilheiro da região oeste da fase de grupos da Champions League da Ásia com seis gols. Na artilharia geral da competição, ele está empatado com o também brasileiro Crysan, que defende o chinês Shandong Taishan e ainda terá mais um jogo pela frente antes do início do mata-mata.

Como foi o jogo

Mesmo com uma equipe titular composta apenas por jogadores sauditas e estando fora de casa, o Al-Nassr foi quem tomou as iniciativas do primeiro tempo. Mesmo chegando mais vezes ao ataque do que o Istiklol, o time comandado por Luís Castro levou pouco perigo antes do intervalo e mostrou que não estava com a pontaria em dia.

A melhor chegada foi aos 20 minutos, quando Abdulrahman Ghareeb recebeu passe de Al-Najei com liberdade dentro da área, deixou a bola escapar ao dominar, se desequilibrou e finalizou completamente torto com o pé esquerdo, mandando pela linha de fundo.

O Istiklol, por sua vez, abriu o placar na primeira boa oportunidade que teve. Aos 31 minutos, Alisher Dzhalilov aproveitou o erro de passe da defesa saudita na saída de bola, interceptou na intermediária e, de longe, acertou um belo chute de longe com o pé esquerdo na bochecha esquerda do gol visitante.

O Al-Nassr voltou para a segunda etapa disposto a empatar e alcançou seu objetivo rapidamente, mas após muito insistir. Quando o cronômetro ia chegando nos quatro minutos, o goleiro Rustam Yatimov cortou mal o cruzamento vindo da direita e socou a bola na direção de Ghareeb, que dominou de peito antes de finalizar. A bola explodiu em Yatimov e voltou para o camisa 29, que matou no peito mais uma vez para, enfim, estufar a rede.

A igualdade no marcador deu mais confiança para o Al-Nassr, que passou a apostar em boas trocas de passe pelo meio. Assim, os visitantes chegaram bastante até a área do Istiklol, mas seguiram com um aproveitamento ruim nos arremates. Na melhor das combinações, com toques rápidos, Al-Najei ficou de frente com Yatimov e tirou tinta da trave esquerda dos donos da casa ao tocar na saída do goleiro.

Aos poucos, os erros defensivos na saída de bola do Al-Nassr voltaram a aparecer, mas o ataque do Istiklol não teve a mesma eficiência do primeiro tempo. O bósnio Dženis Beganović chegou a receber um passe sozinho na entrada da pequena área, mas pegou mal na bola ao bater de primeira e facilitou a defesa de Raghid Najjar.

Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
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