Sul-Americana

São Paulo teve melhor campanha na Sul-Americana, mas caiu com pênalti perdido por James

São Paulo encerrou fase de grupos com a melhor campanha geral, mas caiu para a LDU nas quartas de final

O São Paulo pode se orgulhar de ter encerrado a fase de grupos da Sul-Americana com a melhor campanha geral em 2023. Foram cinco vitórias e um empate em seis jogos. Uma invencibilidade sustentada por 13 gols marcados e nenhum gol sofrido sequer. Mas tudo isso ruiu com a eliminação nas quartas de final para a LDU em pleno Morumbi. E com direito a pênalti perdido por James Rodríguez.

Mas a trajetória do clube na busca frustrada pelo bicampeonato teve outro momento marcante e inédito. O São Paulo enfim jogou um segundo tempo contra o Tigre no Morumbi. As duas equipes se reencontraram na competição neste ano pela primeira vez após a polêmica final de 2012. Os são-paulinos ficaram com o título em uma partida que terminou apenas com a primeira etapa jogada, devido a uma confusão – o Tricolor já vencia por 2 a 0 antes do final precoce. Em 2023, o duelo foi pelo Grupo D, e o resultado foi o mesmo: 2 a 0, mas com 90 minutos jogados.

Outro ponto emblemático da campanha são-paulina na Sul-Americana foi a virada sobre o San Lorenzo nas oitavas de final. O São Paulo perdeu o jogo de ida por 1 a 0 no Nuevo Gasómetro, mas buscou o 2 a 0 no Morumbi. Tudo parecia conspirar para o bicampeonato… Até surgir uma certa LDU.

À época, o Tricolor conciliava três competições simultâneas. O foco estava nas copas, mas mesmo assim, a equipe perdeu forças, especialmente na altitude de Quito. Lá, o São Paulo fez uma partida irreconhecível e perdeu por 2 a 1. Saiu viva, graças a Lucas Moura, autor de um dos gols do título em 2012. Mas nem mesmo a mística do camisa 7 ajudou o clube a buscar a virada no Morumbi. A eliminação nos pênaltis teve ainda o toque cruel do pênalti desperdiçado por James.

O que deu certo para o São Paulo na Sul-Americana

É impossível falar da campanha do São Paulo na Sul-Americana sem mencionar o sistema defensivo. Se o bicampeonato não veio, é preciso dizer também que a defesa foi quase irretocável ao longo de toda a competição. O Tricolor encerrou a fase de grupos com a melhor campanha geral muito graças à solidez de uma equipe que não tomou um gol sequer em seis jogos.

Na Sul-Americana, o São Paulo também mostrou pela primeira vez o espírito copeiro que o transformaria meses mais tarde em campeão inédito da Copa do Brasil. Nas oitavas de final, a equipe perdeu por 1 a 0 para o San Lorenzo no jogo de ida e conseguiu buscar a virada por 2 a 0 no Morumbi em uma noite de manual sobre como jogar uma Copa.

São Paulo e Tigre, da Argentina, pela Copa Sul-Americana 2023
São Paulo teve a melhor campanha da fase de grupos (Foto: PGG/Icon Sport)

O que deu errado para o São Paulo na Sul-Americana

É ate óbvio dizer que tudo desandou para o São Paulo na eliminação para a LDU, mas quartas de final. Mas aqui não falamos apenas do pênalti isolado por James Rodríguez na queda em pleno Morumbi. Antes das penalidades, aliás, a equipe havia feito 90 minutos dignos de quem tem fome de ser campeão.

O grande problema está no desempenho no duelo de ida, na altitude de 2,4 mil metros de Quito. O São Paulo fez uma de suas piores partidas sob o comando de Dorival Júnior e escapou de sofrer uma goleada no primeiro tempo. O Tricolor só voltou vivo da capital equatoriana porque Lucas Moura marcou um gol de honra no segundo tempo.

O que esperar do São Paulo em 2024

Se há algo de levar de positivo após ser vice em 2022 e amargar a eliminação nas quartas de final em 2023, é que o São Paulo cria casca e bagagem em competições continentais para subir de patamar em 2024. O clube voltará a disputar a Libertadores após três temporadas. E o fará em um patamar mais alto, depois de tudo vivido nos últimos dois anos. Até porque muitos dos jogadores que são titulares de Dorival Júnior estiveram em campo nestas partidas decisivas e seguem para o ano que vem.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Eduardo Deconto nasceu em Porto Alegre (RS) e se formou em Jornalismo na PUCRS. Antes de escrever para a Trivela, passou por ge.globo e RBS TV.
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