Primeiro força, depois velocidade: Renato explica como o Grêmio venceu o Estudiantes
Após estratégia dar certo, Renato justificou porque iniciou com Galdino e colocou Gustavo Nunes e Nathan Fernandes no segundo tempo
Em um jogo muito brigado, o Grêmio foi heroico para, mesmo com um jogador a menos, após a expulsão de Villasanti, vencer o Estudiantes por 1 a 0, na noite desta terça-feira (23), no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, e conquistar sua primeira vitória na Libertadores. E se tem alguém que pode se vangloriar do resultado em solo argentino é Renato Portaluppi. Afinal, a estratégia do treinador gremista funcionou.
Contrariando grande parte da torcida e da imprensa, Renato iniciou o jogo em La Plata com o contestado Galdino na ponta direita, no lugar de Gustavo Nunes — Pavón se recupera de lesão muscular. Na entrevista coletiva após a partida, o treinador do Grêmio justificou a escolha.
— O ano passado, por exemplo, ele nos ajudou muito na reta final do Campeonato Brasileiro. Esse ano ele teve altos e baixos. Mas é um jogador que segura a bola, vai para a briga, um jogador forte, que chuta bem. Era a cara dele o jogo de hoje. Era um jogo brigado, e eu precisava dele — explicou.
Renato já tinha programado as entradas dos jovens no segundo tempo
O Grêmio controlava bem o jogo, e até criou as melhores chances até a expulsão de Villasanti, aos 22 minutos do segundo tempo. Foi então que Renato lançou mão da segunda parte de sua estratégia: colocou os jovens Gustavo Nunes e Nathan Fernandes para ter velocidade para aproveitar os espaços que o Estudiantes deixaria. Justamente com os dois garotos, em contra-ataque, o Grêmio construiu o gol da vitória, aos 35.
— A minha estratégia era soltar os garotos no segundo tempo, porque mais ou cedo mais tarde conseguiríamos encontrar esses espaços. Não foi só porque o Villa foi expulso que o adversário veio para cima da gente. Tinha certeza que eles iriam buscar a vitória no segundo tempo, e esses espaços iriam aparecer. Apareceu bem mais rápido do que pensei, justamente pela expulsão do Villa. Era hora de trocar a força pela velocidade. Foi uma estratégia que eu já havia pensado — contou Renato.
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Renato elogiou competitividade do Grêmio
Acima de tudo, o treinador do Grêmio elogiou a competitividade de sua equipe. Além de lutar por todas as bolas, o Tricolor Gaúcho soube lidar bem com a pressão imposta pela torcida pincharrata, que sempre transforma o Estádio UNO em um caldeirão. Renato entende que, na soma dos 90 minutos, foi a partida mais consistente de seus comandados no ano.
— Hoje o time foi quase que perfeito. O time soube se comportar bem do início ao final. Jogaram como um time bastante experiente. Falo para eles que tem que competir no mínimo o mesmo que os adversários. E isso tem acontecido nos últimos três jogos. É competir do início ao final. Não tem mais espaço hoje para o time ficar em campo só olhando. Hoje, mesmo com um a menos, conquistamos essa vitória importantíssima. E lembrando que o Estudiantes é o melhor mandante em Libertadores. Se alguém mereceu a vitória foi o Grêmio — elogiou Renato.
O desafio é manter a postura no returno da fase de grupos da Libertadores. Com a vitória sobre o Estudiantes, e os primeiros três pontos na competição, o Grêmio embolou a chave. No returno, o Tricolor Gaúcho visitará o Huachipato, no Chile, e receberá o Estudiantes e o The Strongest.



