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Maxi Rodríguez escreve uma bonita história também no Peñarol, herói no título do Clausura

Maxi Rodríguez é daqueles jogadores que não precisam de mais nada na carreira para ser bastante lembrado. Teve momentos fantásticos com a seleção argentina, honrou e amou o manto do Newell’s Old Boys, construiu uma carreira sólida no futebol europeu. Até parecia que os leprosos seriam o destino final de sua trajetória, mas desavenças internas o levaram a se mudar ao Peñarol. E o que poderia ser mais uma daquelas estadias pouco frutíferas de veteranos, vem rendendo alegrias aos aurinegros. Depois da conquista nacional em 2017, desta vez ele participou de um épico neste sábado. Aos 48 do segundo tempo, o meia anotou o gol que garantiu o título do Torneio Clausura com uma rodada de antecipação. Coloca o clube na rota do rival Nacional, na briga pela taça do Uruguaio.

Maxi Rodríguez viveu um bom segundo semestre no Peñarol durante a última temporada. Foram sete gols em 15 partidas, mostrando o quanto poderia oferecer e ajudando os carboneros a conquistarem o Uruguaio. Sua presença não foi suficiente para um desempenho mais digno na Libertadores. Em compensação, permanece brilhando na liga nacional. Soma oito gols em 26 partidas pela competição. E neste sábado, mesmo ficando no banco, seria protagonista da festa dos aurinegros. Entrou em campo aos 31 do segundo tempo e, quando o relógio marcava já 49, apareceu na área para definir, após jogadaça de Fabián Estoyanoff. A vitória por 1 a 0 sobre o Pogreso ditava a festa no Estádio Campeón del Siglo.

“É algo muito lindo, pelo qual vínhamos lutando. A equipe tinha claro o que queria. Demos o primeiro passo nesta noite. Fico muito feliz pelo grupo, que é muito unido. Esse foi o gol mais importante que marquei no Peñarol. Devo a essa instituição e quero seguir com êxitos. É muito bonito dar a volta olímpica aqui no estádio pela primeira vez e com a torcida”, declarou Maxi Rodríguez, depois da vitória.

As condições econômicas do Peñarol levam o elenco a misturar jogadores pouco tarimbados e outros tantos veteranos. Maxi encabeça a velha guarda, ao lado de nomes como Estoyanoff, Walter Gargano, Matías Corujo, Cristian Rodríguez e Lucas Viatri. A fórmula não rendeu muito no Apertura, mas sobrou neste Clausura. Com dez vitórias e apenas uma derrota nas 14 rodadas, os carboneros acumulam sete pontos de vantagem sobre o Nacional. Possuem o melhor ataque e a melhor defesa. Chegam embalados para a reta final do Campeonato Uruguaio. E veem o jovem Gabriel Fernández, eleito o jogador do mês pela liga em agosto e setembro, despontar como uma nova referência ao grupo treinado por Diego López. “El Toro” anotou gols decisivos durante a campanha e contribuiu bastante por sua entrega.

O peculiar regulamento do Campeonato Uruguaio prevê que campeão do Apertura e do Clausura se enfrentem em uma “semifinal”. O vencedor encara o time com a melhor pontuação na somatória dos torneios – que pode ser o próprio campeão do Apertura ou do Clausura. Assim, manter a vantagem na tabela geral é importantíssimo, e o Peñarol acaba de superar o Nacional. Se continuar à frente, pode até perder a tal semifinal, que segue com chances na finalíssima. E se ganhar a semifinal, garante a taça por antecipação. É a ambição. Um troféu a mais na condecorada carreira de Maxi não faria mal.

https://www.youtube.com/watch?v=TjZrhqTY-Gc

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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