Campanha contra o racismo na Rússia

Neste final de semana, mais uma vez o racismo se mostrou presente nos gramados russos. Após marcar um gol contra o Zenit, o atacante do Spartak Moscou Emmanuel Emenike comemorou batendo no braço. O árbitro Vladimir Kazmenko entendeu como provocação e expulsou o jogador nigeriano.
O incidente surge em um momento em que o racismo tem sido amplamente debatido na Rússia. Tanto que o último dia 20 de abril foi instituído como o dia da luta contra o racismo no país, e o canal de televisão Dosht criou uma bela campanha, com a participação de diversos jogadores.
Abaixo está o vídeo, e na sequência a tradução das mensagens passadas pelos atletas. Algumas, como nos casos de Emenike e Roberto Carlos, têm relação com tristes casos que ocorreram com eles. Já outros, como com Peter Odemwingie, lida muito bem com a imbecilidade que é odiar alguém por causa da cor da pele.
Pula, jogador da seleção russa de futebol de salão
Eu jogo pela seleção russa e gosto disso.
Guilherme, jogador do Lokomotiv
Eu falo russo e escuto cada palavra que os torcedores gritam das arquibancadas.
Cirilo, jogador da seleção russa de futsal
Em 42 jogos pela seleção russa eu marquei 31 gols. Isso não é suficiente?
Ari, jogador do Spartak
Gosto do “u u u u” feito pelas corujas, mas não feito pelos torcedores.
Seydou Doumbia, jogador do CSKA
Sou o melhor artilheiro do Campeonato Russo, e isso diz tudo.
Benoît Angbwa, jogador do Anzhi
Eu me chamo Ossoemeyang Benoît Christian Angbwa, mas na Rússia é Benya. (apelido russo)
Emmanuel Emenike, jogador do Spartak
Por que eu deveria pagar por algo que me insultou e por bolinhas de neve?
Peter Odemwingie, jogador do West Brom
Minha mãe se chama Raíssa. (nome russo)
Roberto Carlos, treinador assistente do Anzhi
Enquanto vocês jogam bananas, eu luto contra a fome no Brasil.
Lacina Traoré, jogador do Kuban
Racismo – Isso é baixo.


