Olimpíadas

Foi preciso pênaltis, mas Brasil vence o México e vai à final olímpica em Tóquio

Após empate por 0 a 0, Seleção brasileira vence nos pênaltis e fará a sua terceira final olímpica consecutiva e busca segundo ouro

O Brasil está classificado para a final da Olimpíada de Tóquio 2020 no futebol masculino. Diante de um México que se defendeu bem ao longo de 120 minutos, contando os 90 minutos regulamentares e a prorrogação, o Brasil teve dificuldades. O empate por 0 a 0 prevaleceu e a decisão precisou ser nos pênaltis. Ali, o Brasil foi muito tranquilo: marcou os gols nas suas quatro cobranças, viu o México perder duas e, assim, garantiu a vitória: 4 a 1 nas cobranças de pênaltis.

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A seleção brasileira garantiu a sua terceira final seguida no futebol masculino em Jogos Olímpicos. Em 2012, perdeu do próprio México por 2 a 1. Em 2016, venceu a Alemanha nos pênaltis, após empate por 1 a 1. Desta vez, a Seleção terá pela frene a Espanha, equipe que mais levou talento, ao lado do Brasil, que venceu o Japão na prorrogação por 1 a 0. A final será no sábado, 8h30 da manhã (horário de Brasília), no Estádio Internacional de Yokohama, palco da final da Copa de 2002. O jogo do bronze, que terá Japão x México, será na sexta, 8h.

Os times

Matheus Cunha não teve condições de jogo, então o técnico André Jardine optou pelo simples: a entrada de Paulinho. O camisa 7 ficou aberto pela esquerda, com Antony pela direita e Claudinho deslocado para o meio, com Richarlison mais à frente. O time deixou de jogar no 4-4-2, como nos outros jogos, para um 4-2-3-1.

O México teve só uma mudança em relação ao time que goleou a Coreia do Sul por 6 a 3 nas quartas de final: Jorge Sánchez saiu, suspenso por dois cartões amarelos, para a entrada de Jesús Angulo.

Primeiro tempo

O Brasil foi melhor no primeiro tempo, dominando as ações e ditando o ritmo do jogo. Teve a bola e chegou mais ao ataque. Finalizou mais também a gol. Apesar disso, no final do primeiro tempo o México conseguiu levar perigo em contra-ataques, criou chances e poderia ter marcado um gol.

Um dos lances mais perigosos foi aos 22 minutos. Bruno Guimarães recebeu falta próximo à área. Daniel Alves cobrou com força e obrigou o goleiro Guillermo Ochoa a fazer uma boa defesa. Com 28 minutos, Douglas Luiz tabelou com Richarlison, recebeu dentro da área e se jogou depois de toque do mexicano. O árbitro Georgi Kabarov, da Bulgária, marcou pênalti. O VAR o chamou para revisar e, depois de assistir no vídeo, ele cancelou o pênalti.

Em um contra-ataque, aos 36 minutos, Diego Carlos matou a jogada com falta em Martín. Tomou o cartão amarelo. Na cobrança da falta, o cruzamento de Veja encontrou o zagueiro Montes, que dividiu no ar com Nino. A bola saiu em escanteio para o México.

A melhor chance mexicana veio aos 41 minutos. Mais um contra-ataque, desta vez com Romo sendo acionado. Ele chutou alto e o goleiro Santos fez uma ótima defesa e mandou para escanteio. Antes do fim do primeiro tempo, mais uma chance mexicana: contra-ataque pelo lado esquerdo, cruzamento para Antuna e ele finalizou, mas Diego Carlos bloqueou bem e impediu a chegada ao gol.

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Segundo tempo

No intervalo, o técnico Jaime Lozano mudou a seleção mexicana. Sacou José Joaquin Esquivel e colocou em campo Carlos Rodriguez. O Brasil manteve o time do primeiro tempo. O jogo voltou um pouco mais equilibrado, ainda que o panorama de posse de bola fosse o mesmo: o Brasil tinha mais o domínio, mas enfrentava uma defesa bem posicionada, com linhas mais baixas.

Com 17 minutos de jogo, o técnico Jaime Lozano colocou em campo Diego Lainez no lugar de Uriel Antuna. Lainez, de 21 anos, é uma das revelações do time mexicano, atua normalmente pela ponta direita e é um jogador perigoso. Atua no Betis, da Espanha, e esteve na seleção principal na Liga das Nações da Concacaf, ainda que como reserva.

André Jardine decidiu também mudar. Saiu Paulinho aos 21 minutos e entrou Gabriel Martinelli. O jogador do Bayer Leverkusen não conseguiu fazer um bom jogo. Pouco depois, foi a vez de Claudinho deixar o jogo e dar lugar a Reinier, aos 28 minutos.

A seleção brasileira teve uma chance clara aos 36 minutos. Daniel Alves cruzou para a área, Richarlison desviou bem de cabeça, tirando de Ochoa, e a bola tocou na trave, correu pela linha e voltou para o atacante, que, sem ângulo, chutou forte para dentro da área. A bola passou por todo mundo.

Havia ameaça do outro lado também. Em uma cobrança de falta aos 39 minutos, Martín cabeceou e Santos defendeu sem problemas – o que não significa que não foi um susto parta o time, já que um gol a essa altura tem um ar muito decisivo.

Era o brasil que tentava o gol nos últimos minutos. E chegou perto aos 46 minutos, em uma bola pela esquerda que Antony recebeu em profundidade e, de frente para o goleiro, mas sem ângulo, tentou o passe para o meio e a defesa interceptou. Sem gols no tempo normal, o jogo precisou da prorrogação.

Prorrogação

Já na prorrogação, Jardine mudou mais uma vez a Seleção. Colocou em campo Malcom no lugar de Antony. Ele entrou na mesma posição, como ponta direita, mas com fôlego inteiro. E foi com ele que o time chegou primeiro, em um cruzamento para a área que a defesa tirou.

O jogo ficou menos aberto ainda na prorrogação. Se o México já oferecia pouco espaços antes, passou a dar menos ainda. Nenhum dos dois times conseguia criar chances. Embora a Seleção tivesse a bola, fazia pouca diferença, porque raramente conseguia finalizar as jogadas. O jogo corria, com cara de 0 a 0.

Com nove minutos do segundo tempo da prorrogação, Jardine colocou em campo Matheus Henrique no lugar de Douglas Luiz. Os brasileiros seguiam tentando pressionar, chegavam no campo de ataque e tinham todos os jogadores adversários no campo de defesa. Como esperado, não teve gol na prorrogação. Tudo seria definido nos pênaltis.

Pênaltis

Brasil abre com gol. Daniel Alves cobrou no canto, Ochoa saltou, tocou na bola, mas não conseguiu impedir. Brasil 1×0 México.

México perde. Eduardo Aguire cobrou no canto direito de Santos, mas bateu mal, fraco, rasteiro, e o goleiro brasileiro defendeu. Brasil 1×0 México.

Brasil marca o segundo. Gabriel Martinelli cobrou o segundo pênalti com força, no canto, e não deu chances a Ochoa. Brasil 2×0 México.

México erra o segundo. Johan Vásquez cobrou forte e a bola tocou na trave e saiu. Brasil 2×0 México.

Gol do Brasil. Bruno Guimarães foi o terceiro cobrador brasileiro. Parecia tenso, mas cobrou no canto, bem batido, e a bola entrou. Brasil 3×0 México.

México sobrevive. Carlos Rodríguez então precisava marcar para manter o México vivo. Ele colocou no canto, com o goleiro do outro lado. Brasil 3×1 México.

GOL E BRASIL CLASSIFICADO. Reinier teve a responsabilidade de cobrar e classificar o Brasil. Era só colocar na rede que o time avançaria. Ele colocou no canto e marcou: Brasil 4×1 México. Seleção brasileira classificada à final olímpica.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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