Olimpíadas

Com gol de Asensio, Espanha bate o Japão na prorrogação e enfrentará o Brasil pela medalha de ouro

O meia-atacante de 25 anos, ainda buscando sua melhor forma após cirurgia no joelho, anotou um bonito gol no finalzinho da prorrogação

Marco Asensio, uma das grandes promessas da Espanha não muito tempo atrás, importante em alguns momentos do tricampeonato europeu do Real Madrid, rompeu o ligamento cruzado do joelho e perdeu quase toda a temporada 2019/20. Atuou bastante no último ano, ainda se condicionando, raramente completando os 90 minutos. Sua moral diminuiu, após ser muito especulado em outros clubes. Mas nada como um dia após o outro. Nesta terça-feira, foi o herói da classificação da Espanha à final do torneio masculino de futebol na Olimpíada de Tóquio 2020 com o único gol da vitória por 1 a 0 sobre o Japão, na prorrogação.

Não foi um jogo bonito, embora a Espanha tenha sido, na média, melhor do que o Japão ao longo dos 120 minutos. O time da casa fez uma boa campanha e apostou em uma combinação entre uma defesa forte e escapadas no contra-ataque para tentar disputar o ouro. Foi bem no bloqueio às ações espanholas, mas levou pouco perigo ao goleiro Unai Simón. Enfrentará o México na próxima sexta-feira, às 8h (Brasília) para tentar subir ao pódio.

A Espanha brigará pelo título pela quarta vez, após levar a prata em 1920 e 2000. A sua medalha de ouro veio em casa, em 1992. Jogará contra o atual campeão olímpico Brasil no sábado, às 8h30 (Brasília), no Estádio Internacional de Yokohama.

Dinâmica previsível no primeiro tempo. A Espanha chegou a ter controle de 80% sobre a posse de bola, antes de terminar o período com 66%. O Japão defendia e aguardava a chance de contra-atacar. Situação de impasse durante os 45 minutos iniciais porque, com exceção de subidas de Cucurella e alguns lapsos de criatividade de Pedri, os espanhóis criaram pouco e chegaram ao intervalo com seis finalizações, apenas uma no alvo.

Cucurella foi à linha de fundo, aos seis minutos, e não cruzou tão bem, mas Ko Itakura cortou pior ainda, e Merino teve uma ótima oportunidade na segunda trave. Também não cabeceou direito. O domínio espanhol foi maior nos primeiros 15 minutos, e o Japão teve apenas uma situação de perigo, quando Hayashi escapou nas costas da defesa e, cara a cara com Simón, bateu para fora. Estava, porém, impedido.

O jogo entrou em um marasmo danado até Pedri, por volta da meia hora, virar para encontrar o lateral Óscar Gil na segunda trave. Ele se esticou bem para ajeitar para Oyarzabal chegar batendo por cima do travessão. A melhor chance de verdade da Espanha foi com Rafa Mir, na cara do goleiro Tani, que conseguiu sair do gol para fechar o ângulo na hora certa. Antes do intervalo, Kubo fez um pouco de bagunça pelo lado direito do ataque, mas seu cruzamento não gerou uma finalização limpa e resultou apenas em escanteio.

O Japão voltou um pouco mais animadinho do intervalo e criou uma boa chance para Hayashi. Chute de fora da área, perto do gol de Simón. A Espanha achou que havia encontrado o caminho, aos 10 minutos, quando o árbitro marcou pênalti de Yoshida em Merino. Uma travada na hora da finalização. Mas, após checar o VAR, o peruano Kevin Ortega voltou atrás. Azar dupla para a Espanha porque, antes do apito, Rafa Mir havia ficado com a sobra em boa situação.

O segundo tempo também pegou foto depois dos 30 minutos, com o melhor momento da Espanha na partida. Um desvio fortuito deixou Mir na cara do goleiro Tani, que novamente saiu do gol para fazer a defesa. Kubo fez Simón trabalhar na outra baliza, antes da Espanha emendar finalizações perigosas, com Marco Asensio, Rafa Mir e Oyarzabal, mas nada que evitasse a prorrogação.

O Japão levou perigo na prorrogação, com uma cabeçada de Daizen Manda, na primeira trave, que passou bem perto do ângulo de Simón. Aos 10 minutos do segundo tempo, porém, quando parecia inevitável uma segunda disputa por pênaltis nas semifinais olímpicas, Oyarzabal recebeu a cobrança de lateral na ponta direita e soltou na medida para Asensio levar à perna esquerda e bater colocado no canto do goleiro Tani.

Um bonito gol de um jogador de muita qualidade que deixou claro o quanto o momento significou para ele ao comemorar tirando a camisa e correndo para o abraço dos companheiros.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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