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Formiga mandou uma emocionante mensagem de despedida à Seleção e reiterou sua grandeza ao futebol

Aos 43 anos, Formiga se despediu da seleção feminina e gravou um depoimento muito bonito em suas redes sociais

Formiga é uma lenda do futebol por inúmeros motivos. Acima de tudo, por seu talento e por seu trabalho, que a mantiveram em altíssimo nível durante tantos anos. A longevidade garantiu recordes históricos à meio-campista, que parecem muito difíceis de serem batidos. E a veterana também compartilhou vários momentos importantes da Seleção, ainda que tenha faltado o lugar mais alto do pódio nas Olimpíadas ou no Mundial. Pena para o futebol, porque uma conquista internacional de Formiga seria daquelas que fariam bem ao próprio esporte.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio se encerraram de maneira frustrante para a seleção feminina, com a eliminação diante do Canadá e a impossibilidade de buscar uma medalha. E dói um pouco mais ao pensar que esta foi a última competição de Formiga com a equipe nacional. Aos 43 anos, a baiana levou sua carreira além do que muitos imaginavam. As Olimpíadas, no entanto, marcaram a despedida da amarelinha para se dedicar apenas aos clubes, após a transferência recente para o São Paulo. A meio-campista sai como uma das maiores da história, mas, claro, sem deixar de sentir o adeus.

Neste sábado, Formiga usou suas redes sociais para abrir o peito e gravar uma mensagem. A veterana ofereceu sua despedida e desejou força às companheiras. Ressaltou a união do atual grupo, também ao brigar por melhorias, e a maneira como uma medalha seria merecida. Principalmente, reiterou seu compromisso em contribuir à evolução do futebol feminino muito além da Seleção, e cobrou a CBF por uma postura mais ativa. O legado da baiana é imensurável, a quem permaneceu onipresente nas convocações e nas grandes competições. Vai ser estranho ver o Brasil sem Formiga no meio-campo, mas a lenda pode se retirar com a certeza de que fez o futebol feminino maior no país. É eterna.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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