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Quem já está classificado para o novo Mundial de Clubes, que terá os supercampeões da Champions League contra brasileiros

Fifa já garantiu Manchester City, Real Madrid, Chelsea, Palmeiras, Flamengo e Fluminense, entre outros clubes, no novo torneio que reúne campeões continentais

A Copa do Mundo de Clubes já é uma realidade, mesmo longe de ser uma unanimidade. Pouco antes da bola rolar em Jeddah para o Mundial no atual formato que conhecemos, a Fifa divulgou uma série de diretrizes que vai nortear o torneio, que terá sua primeira edição realizada em 2025, nos Estados Unidos.

Apesar de ter sido tratada como “nova Copa do Mundo de Clubes da Fifa”, o nome oficial da nova competição será “Mundial de Clubes”. O atual, no formato em que conhecemos, será “Copa Intercontinental”, e continuará acontecendo todo ano.

Como são distribuídas as vagas para a Copa do Mundo de Clubes 2025 e quem já está classificado

O atual Mundial de Clubes tem sete clubes, com os campeões de cada um dos seis continentes e mais o campeão do país-sede. O torneio, porém, nunca conseguiu ganhar popularidade na Europa, sede dos principais clubes e que vence todos os torneios desde 2013.

A postura do Manchester City durante a última edição da competição, realizada nesta semana, provou, mais uma vez, a (falta de) importância que os times do velho continente dão ao torneio.

A ideia da Fifa é conseguir engajar, de uma vez por todas, os maiores times do mundo. A UEFA teria direito a 12 clubes classificados: os campeões da Champions League de 2020/21 até 2023/24; e os oito melhor classificados no seu ranking no mesmo período dos campeões.

A Conmebol poderá levar seis – os campeões da Libertadores de 2021 a 2024, e também dois outros clubes determinados pelo ranking no período dos campeões. A Concacaf tem direito a quatro clubes, campeões da Concachampions de 2021 a 2024; assim como a AFC, da Ásia, CAF, da África, e OFC, da Oceania. Até o momento, os clubes classificados são:

UEFA

  • Chelsea (Campeão da Champions League em 2020/21)
  • Real Madrid (Campeão da Champions League em 2021/22)
  • Manchester City (Campeão da Champions League em 2022/23)
  • Campeão da temporada 2023/24
  • Bayern de Munique (via ranking)
  • Paris Saint-Germain (via ranking)
  • Internazionale (via ranking)
  • Porto (via ranking)
  • Benfica (via ranking)
  • 3 vagas a confirmar (via ranking)

Conmebol

  • Palmeiras (Campeão da Libertadores 2021)
  • Flamengo (Campeão da Libertadores 2022)
  • Fluminense (Campeão da Libertadores 2023)
  • Campeão da Libertadores 2021
  • 2 vagas a confirmar (via ranking)

Concacaf

  • Monterrey (Campeão da Copa dos Campeões da Concacaf 2021)
  • Seattle Sounderes FC (Campeão da Copa dos Campeões da Concacaf 2022)
  • Club León (Campeão da Copa dos Campeões da Concacaf 2023)
  • Campeão da Copa dos Campeões da Concacaf 2024

AFC – Ásia

  • Al Hilal (Campeão da Liga dos Campeões da Ásia 2021)
  • Urawa Red Diamonds (Campeão da Liga dos Campeões da Ásia 2022)
  • Campeão da Liga dos Campeões da Ásia 2023/24
  • 1 vaga a confirmar (via ranking)

OFC – Oceania

  • Auckland City (via ranking)

CAF – África

  • Al Ahly (Campeão Liga dos Campeões da CAF 2020/21 e 2022/23)
  • Wydad (Campeão Liga dos Campeões da CAF 2021/22)
  • Campeão Liga dos Campeões da CAF 2023/24
  • 1 vaga (via ranking)

A Fifa ainda não atribuiu a vaga restante, reservada para um clube do país anfitrião.

Qual será o formato do Mundial de Clubes 2025

As 32 equipes serão divididas em oito grupos de quatro equipes por grupo, jogando em um turno único.

Assim como na Copa do Mundo de seleções, os dois melhores de cada grupo se classificam para as oitavas de final.

A partir daí, os times definem quem avança em um mata-mata de jogo único. Ao contrário das atuais competições da Fifa, no novo Mundial de Clubes não haverá disputa por terceiro lugar.

Sindicato de jogadores critica o Mundial

A FIFPro, sindicato global que representa mais de 65 mil atletas, fez críticas ao torneio, alegando que ele aumenta o risco de lesões. No comunicado, a associação disse que o modelo é uma “falta de consideração pela saúde mental e física dos jogadores participantes”.

Àrsene Wenger, Diretor de Desenvolvimento Global da Fifa, rebateu as críticas.

– Entendo que o calendário do futebol seja agitado, mas esta é uma competição que vai acontecer a cada quatro anos e é claro que o período de descanso durante e depois da competição tem que ser respeitado – afirmou Wenger.

– O bem-estar dos jogadores nos últimos 20 anos também aumentou muito, quando se olha para a prevenção de lesões, o trabalho de recuperação, a nutrição e os avanços na tecnologia médica. Além disso, o VAR ajudou na proteção dos jogadores, pois eles sabem que não podem escapar de ataques ruins que causam lesões. Portanto, no geral, houve enormes melhorias no lado do bem-estar e queremos continuar com esse progresso – concluiu.

 

Foto de Denise Bonfim

Denise Bonfim

Denise Bonfim é jornalista pós-graduada em Comunicação e Mídias Digitais, roteirista e produtora de conteúdo. Participou da cobertura de duas Copas do Mundo e duas Olimpíadas, e soma passagens por Estadão, CNN, Jovem Pan, UOL e Globo.
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