Mundial de Clubes

Arsene Wenger vai na contramão de jogadores e defende novo Mundial expandido — quem está certo?

Arsene Wenger, atual diretor de desenvolvimento da Fifa, defende criação de novo Mundial de Clubes apesar da crítica generalizada

O Diretor de Desenvolvimento Global de Futebol da Fifa, Arsene Wenger, nem deu bola para a insatisfação generalizada que o novo formato do Mundial de Clubes – ou melhor, a Copa do Mundo Clubes – gerou. Na última segunda-feira (18), o FIFPRO, sindicato global que representa mais de 65 mil atletas ao redor do mundo, fez duras críticas à ampliação do torneio internacional, alegando que o modelo aumenta o risco de lesões em jogadores. 

O ex-treinador do Arsenal defendeu com “unhas e dentes” a criação da Copa do Mundo de Clubes, que terá 32 equipes competindo a cada quatro anos, e ainda fez pouco caso das reclamações, afirmando que a tecnologia de prevenção de contusões é muito avançada. 

– Entendo que o calendário do futebol seja agitado, mas esta é uma competição que vai acontecer a cada quatro anos e é claro que o período de descanso durante e depois da competição tem que ser respeitado – afirmou Wenger.

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– O bem-estar dos jogadores nos últimos 20 anos também aumentou muito, quando se olha para a prevenção de lesões, o trabalho de recuperação, a nutrição e os avanços na tecnologia médica. Além disso, o VAR ajudou na proteção dos jogadores, pois eles sabem que não podem escapar de ataques ruins que causam lesões. Portanto, no geral, houve enormes melhorias no lado do bem-estar e queremos continuar com esse progresso – concluiu.

FIFPro sem papas na língua

O sindicato voltou a se manifestar nesta semana e, mais uma vez, expressou sua indignação com a realização da Copa do Mundo de Clubes. No comunicado, a associação disse que o modelo é uma “falta de consideração pela saúde mental e física dos jogadores participantes”. 

Wenger, por outro lado, entende que está levando progresso para além do futebol europeu com esse novo modelo. 

– Na Europa temos sorte, mas é importante tornarmos o futebol realmente global e isso cria uma oportunidade para outros clubes progredirem, este é o verdadeiro objetivo (da Copa do Mundo de Clubes). O impacto positivo que isto terá sobre os clubes será enorme, porque aumentará os recursos para os clubes de todo o mundo se desenvolverem e competirem – ponderou.

– Isso dará mais oportunidades para mais jogadores em todo o mundo competirem no mais alto nível. Sinto que há uma grande expectativa por parte dos fãs de futebol em ver seus clubes competirem no cenário mundial.

Qual o formato da Copa do Mundo de Clubes? 

A primeira Copa do Mundo de Clubes, com o visual 100% repaginado, acontecerá nos Estados Unidos em 2025, com duração de quase um mês. A competição terá início no dia 15 de junho e vai até 13 de julho.

As equipes europeias vão ocupar 12 das 32 vagas, sendo quatro atribuídas aos vencedores da Champions League em cada um dos quatro anos anteriores. Os campeões Manchester City, Chelsea e Real Madrid já possuem seus lugares reservados, assim como Paris Saint-Germain e Bayern de Munique através do ranqueamento de equipes. 

As passagens restantes para os europeus serão determinadas pela classificação geral, que vai abranger os quatro anos anteriores à realização do evento nos EUA. 

Para o “resto do mundo”, a Fifa prevê seis vagas para clubes da Conmebol,  quatro para CONCACAF, AFC e CAF; um para OFC (Oceania) e um também para os Estados Unidos por serem os anfitriões.

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