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Palmeiras, Rodri, Flamengo… Os melhores (e os piores) do ano para Maurício Noriega

No último dia de 2023, o colunista Maurício Noriega elege seus melhores e piores times, jogadores e mais do ano que se encerra neste 31 de dezembro

Admito que não sou um grande fã das retrospectivas, mas, enquanto 2024 não chega chutando a porta, deixo meus votos de muita paz e saúde para todos os leitores da Trivela e, claro, meu resumo da temporada.

Time do ano

Como nossa temporada é de janeiro a dezembro, adoto este parâmetro. O time do ano foi o Manchester City. A turma de Guardiola sofreu muito para, enfim, vencer a Champions diante da Inter de Milão, com um golaço de Rodri, seu jogador-chave. Depois, passeou na Arábia diante do Fluminense. A baliza é a Champions, e o que os Cidadãos fizeram com o Real na semifinal justifica o voto.

Craque do ano

Vou no menos óbvio: Rodri, do City. Esporte depende de ritmo, e este meio-campista completo e moderno é o maestro do time azul de Manchester. Como se fosse um grande baterista do padrão de Buddy Rich, John Bonham, Phil Collins, Neil Peart, Paulo Braga, ele controla a batida do jogo, se o time acelera ou desacelera, ataca, controla ou defende.

Jogo do ano

A virada épica do Palmeiras sobre o Botafogo, no Tapetinho. Um jogo para a História, que mudou a história do Brasileirão. Também marcou a emancipação de Endrick e a consolidação do Alviverde como time de chegada.

Time do ano na América do Sul

O Fluminense de Diniz, mas também e principalmente de Cano, John Kennedy e Árias. Vencer pela primeira vez a Libertadores, derrotando uma potência dentro e fora de campo como é o Boca, após uma semifinal eletrizante contra o Inter, deu ao estilo de jogo particular do treinador o selo da eficiência.

Time do ano no Brasil

Numa disputa entre quatro candidatos (Palmeiras, São Paulo, Fluminense e Fortaleza) o Verdão leva a melhor na reta de chegada, por vencer o torneio mais disputado e exigente, além das conquistas da Supercopa e do estadual. O Tricolor carioca levou a Libertadores e o estadual, mas foi irregular demais no Brasileiro. O Tricolor paulista faturou a Copa do Brasil inédita, mas fez um Brasileiro muito ruim e derrapou na Sul-Americana que o Fortaleza priorizou e deixou escapar pelos dedos.

Decepção do ano

Flamengo e seleção feminina de futebol. Muito papo e pouco futebol das duas partes.

Piada do ano

CBF. Uma sucessão de vexames com a Seleção Brasileira dentro e fora de campo, que culminou com a renovação de Carlo Ancelotti com o Real Madrid. Teria sido balão de ensaio, mentira ou palhaçada? Para piorar, a entidade ainda pagou o mico de terminar o ano sem presidente, com um imbróglio na Justiça. Patético.

Atleta do ano

Rebeca Andrade e Bia Haddad Maia. Duas representantes da dignidade e da resiliência da mulher brasileira no esporte de alto rendimento.

Foto de Mauricio Noriega

Mauricio Noriega

Colunista da Trivela
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