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Mourinho apoia expansão da Copa do Mundo: “Mais nações, mais paixão, mais felicidade”

José Mourinho foi o primeiro treinador que recebeu o prêmio da Fifa para o melhor técnico da temporada, em 2010, embora não seja o maior fã de glórias individuais. Futebol é um jogo de equipe, ele afirma, e são as equipes que merecem ser celebradas. Às vésperas da gala desta temporada, ele conversou com o site da entidade sobre vários assuntos, entre eles, alguns tópicos de discussão polêmicos, como o uso de tecnologia pela arbitragem e a expansão da Copa do Mundo.

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Mourinho afirmou que só seria contra a expensão ela significasse mais partidas, mas este não é o caso no momento. Seu formato favorito é o de 48 seleções com 16 grupos de três equipes. “Desta maneira, as duas partidas do grupo são cruciais e vem ainda mais emoção no mata-mata. Equipes com menos potencial provavelmente vão disputar duas partidas e vão para casa, mas irão tendo melhorado e ganhado experiência. A expensão significa que a Copa do Mundo será um evento social ainda mais incrível. Mais países, mais investimentos em países diferentes, em infraestrutura, em futebol de base. Mais nações participando, mais paixão, mais felicidade, mais entusiasmo. Mais países significa mais africanos, mais asiáticos, mais americanos, todos juntos. O futebol é desenvolvido nos clubes, então não podemos esperar que o futebol exploda em termos de qualidade na Copa do Mundo. A Copa do Mundo é um evento social”, analisou.

O treinador português também é a favor do uso da tecnologia pela arbitragem. “Todos nós precisamos dela. Os profissionais não podem perder ou ganhar partidas e títulos porque recusam essa evolução. Patrocinadores, donos e investidores precisam sentir que a tecnologia está ali. Os árbitros, especialmente, precisam e merecem proteção. Eles precisam que a tecnologia os ajude, os proteja, os apoie”, disse.

Político, Mourinho afirmou que qualquer um dos três candidatos ao prêmio de melhor técnico – Fernando Santos, Zidane e Claudio Ranieri – merece ser os vencedor e se recusou a elencar a melhor equipe possível de jogadores que ele já treinou. “É uma pergunta que eu sempre me recuso a responder e vou continuar a fazer isso. Muitos jogadores deram sangue e alma quando jogaram por mim. Como posso nomear alguns e esquecer outros? Vitor Baia, Petr Cech, Júlio César… como escolher apenas um? Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Marco Materazzi, Lúcio, Walter Samuel, John Terry… como escolher apenas um? Michael Essien, Wesley Sneijder, Nemanja Matic, Costinha, Maniche, Xabi Alonso, Frank Lampard… como escolher apenas um? Eu acho que nunca vou responder essa pergunta porque nunca vou esquecer meus irmãos em armas”, explicou.

Ele também chutou qual seria o segredo para um país tão pequeno como Portugal ser tão relevante no futebol mundial. “É difícil de acreditar. Eusébio, Luis Figo, Cristiano Ronaldo. Eu ganhei os maiores prêmios, talvez Fernando ganhe também. Benfica e Porto venceram títulos europeus, e Portugal ganhou a Eurocopa. Um pequeno país com vista para o Atlântico. É incrível. Nossa paixão talvez seja nosso segredo”, disse.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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