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Presidente da Federação Alemã apresenta os formatos discutidos pela Fifa para mudar a Copa

Zurique receberá, semana que vem, o primeiro congresso da Fifa em 2017, e um dos tópicos de discussão não poderia ser mais importante: as propostas de Gianno Infantino para modificar o formato da Copa do Mundo. Mas o presidente da Federação Alemã, Reinhard Grindel, não quer que uma decisão seja tomada tão rapidamente. Ele afirmou, em entrevista ao site da DFB, que é necessário mais tempo de consideração para mudar algo tão importante e que está bem satisfeito com o jeito como o Mundial é realizado hoje em dia.

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Grindel afirmou que a Fifa propõe quatro formatos: dois com 40 equipes e dois com 48 equipes. No primeiro formato, existem duas variações: oito grupos de cinco ou dez grupos de quatro. No segundo, uma fase preliminar para decidir 36 equipes e 12 classificados diretamente para a fase de grupos; e uma opção mais simples de 16 grupos de três.

“As federações receberam as propostas pouco antes do Natal”, afirmou. “Eu acho que precisamos de um período prolongado de tempo para discuti-las, individualmente, como federações e confederações, e em um contexto mais amplo. Não deveríamos apressar uma decisão. A DFB acredita que o atual formato de 32 times é a melhor opção. A Copa do Mundo tem sido extremamente popular com torcedores, jogadores e patrocinadores. Por que mudá-la? Eu acho que poderia levar a mais conflitos entre clubes e países porque o fardo sobre os jogadores aumentaria. Também acho que uma mudança dessas poderia impactar a atratividade do torneio”.

Grindel afirma que há falhas em todas as quatro propostas apresentadas e que essas limitações são reconhecidas pela própria Fifa:

– “A opção de 40 equipes com oito grupos veria apenas os vencedores de cada grupo (provavelmente os dois primeiros) avançando à próxima fase, o que implicaria em muitos jogos sem valor”.

– “A alternativa com dez grupos teria os líderes e os seis melhores segundos colocados avançando, o que faria seleções esperarem até quatro dias para descobrirem se progrediram ou não, o que não é ideal para os jogadores e os torcedores”.

– “Se tivermos uma fase preliminar em uma versão de 48 equipes, o torneio será uma semana mais longo do que atualmente, o que cria um problema em relação à exigência dos jogadores”.

– “Na opinião final, teríamos que abolir o empate para termos resultados claros e evitar comportamentos estratégicos no último jogo do grupo. A introdução de prorrogação ou pênaltis nessa fase também seria problemática”.

Embora tenha afirmado, de forma absolutamente política, que todos têm que trabalhar em nome de melhorar o futebol da Ásia e da África, o presidente da Federação Alemã também não gostou da distribuição das novas vagas.

“Não estou convencido que Europa e América do Sul foram apropriadamente consideradas. 35 das 48 equipes que chegaram às oitavas de final nas últimas três Copas do Mundo vieram dessas duas regiões. Umas duas vagas iriam para elas no formato com 40 equipes o que, na minha opinião, apenas reforçará o desequilíbrio que às vezes é visto nesses torneios”, disse.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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