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International Board discutirá uso do replay por árbitros, e Copa da Holanda pode ser o laboratório

As intermináveis discussões de mesa de bar por lances polêmicos de arbitragem podem estar com os dias contados. A tão discutida e esperada – e às vezes abominada – introdução do uso de replays por árbitros será enfim tópico da reunião anual da International Board, entidade que regulamenta o futebol, nesta semana, na Irlanda do Norte. Cada vez mais em pauta, a ideia já tem adeptos e candidatos a testá-la. A Holanda é o mais recente deles.

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Presidente de uma das entidades com direito a voto na International Board, Greg Dyke, da FA, já se mostrou completamente favorável à introdução da nova tecnologia no futebol, afirmando que não faz sentido tê-la a disposição e não utilizá-la para diminuir os erros de arbitragem. “Acredito que, em 20 anos, olharemos para trás e diremos: ‘Não é esquisito que não usávamos a tecnologia disponível para auxiliar os árbitros?’ Acho que eles próprios estão dispostos a usá-la em algum lugar. Devagar e gradativamente, isso precisa ser feito, já que você pode arruinar completamente o esporte se não tomar cuidado”, analisou Dyke.

Dependendo do que a International Board acabe decidindo, já tem país preparado para se oferecer como laboratório de experiência para o uso de replays. Porta-voz da Federação Holandesa, Koen Adriaanse afirmou que o futebol do país está do lado da modernização dos métodos de arbitragem e, inclusive sugeriu a Copa da Holanda como torneio para testar a tecnologia. Os holandeses estipulam que o recurso seria usado de duas a três vezes por jogo, em média, levando-se de cinco a 20 segundos para chegar à decisão.

“Apoiamos o uso de tecnologia para assistir os árbitros no processo de tomada de decisões, e nossas primeiras experiências são positivas. Acreditamos que um assistente de vídeo pode dar suporte ao árbitro para que tome mais decisões corretas. Seria apenas para situações decisivas: pênaltis, faltas antes de gols, cartões vermelhos. E não seria apenas para mostrar decisões erradas, mas também para dar apoio ao árbitro em decisões corretas”, comentou Adriaanse, em entrevista à agência Press Association Sport.

Pelo menos a realização de testes do uso de replay pelos árbitros parece apenas questão de tempo, já que até mesmo um país tradicional como a Itália também falou na possibilidade de se oferecer como laboratório para a tecnologia. Não é possível afirmar se o método será implantado definitivamente, e de forma bem-sucedida, e muitos detalhes precisariam ser discutidos. Em outubro do ano passado, por exemplo, levantamos vários desses pontos, com a alteração na dinâmica do jogo como o principal ponto com o qual se deve ter cuidado. Com tanta coisa a se definir, é natural que essa mudança seja ainda mais lenta que a chegada da tecnologia da linha do gol.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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