Reserva, França bate Colômbia e reforça diferencial por título da Copa
Seleção francesa mudou todo o time que bateu o Brasil e, mesmo assim, teve ótima atuação
A França mudou simplesmente todos os 11 jogadores entre a vitória sobre o Brasil na última quinta-feira (26) para este domingo (29), quando voltou a vencer, dessa vez a Colômbia, 3 a 1 no Northwest Stadium. Mais um resultado positivo em amistoso serviu para reforçar um diferencial que os Bleus têm em relação à Espanha, a outra grande favorita ao título da Copa do Mundo.
Se os espanhóis contam com pouca margem para substituir os pontas Lamine Yamal e Nico Williams e têm um centroavante não tão brilhante como Mikel Oyarzabal, a seleção francesa ostenta quase que uma dezena de opções ofensivas de qualidade, além de boas opções nos outros setores.
Kylian Mbappé, Hugo Ekitiké, Ousmane Dembélé e Michael Olise formaram o quarteto de frente contra o Brasil. Frente aos colombianos, o setor foi ocupado por Marcus Thuram, Désiré Doué, Maghnes Akliouche e Rayan Cherki e parecia que pouco havia mudado.
Claro, obviamente, há uma queda técnica. Os titulares estão entre os melhores do mundo. Mas os reservas mostraram uma conexão interessante entre si para trocar passes e se encontrar dentro de campo. Akliouche e Cherki flutuavam e se conectavam com naturalidade, dinâmica até parecida com o que foi Dembélé e Olise frente à seleção brasileira.
Os dois primeiros gols vieram em jogadas que iniciaram desde a defesa com os zagueiros e rapidamente aceleraram.
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) March 29, 2026
O repertório da seleção francesa nos gols marcados
Com quase meia hora no primeiro tempo, N’Golo Kanté quebrou a marcação, conduzindo pela direita. A bola passou pelos pés de Akliouche, Cherki e Thuram, até que sobrou para Doué finalizar com desvio e marcar.
Aos 40 minutos, a conexão entre atacantes de novo apareceu. Akliouche levantou na medida e Thuram antecipou a marcação em bela cabeçada. Na etapa final, mostrando repertório na forma de atacar, o terceiro gol veio ehttps://trivela.com.br/inglaterra/temos-poucos-artistas-sou-um-deles-cherki/m contra-ataque. A partir de erro por dentro e só com passes de primeira, Doué completou na área.
O técnico Didier Deschamps terminou a Data Fifa de março com dois resultados positivos, todos os jogadores utilizados, com exceção do terceiro goleiro Lucas Chevalier, e boas notícias para a maior competição do mundo.
A vitória é ainda mais impressionante porque foi sobre uma das seleções mais regulares no ciclo entre o fim da última Copa, no fim de 2022, até agora, meses antes da edição de 2026. Os Cafeteros ficaram invictos por dois anos, foram vice-campeões na Copa América e somaram vitórias no período sobre Brasil, Argentina, Espanha, Uruguai e Alemanha.
O tamanho de Nestor Lorenzo mostra que a Colômbia pode sonhar em avançar no Mundial do meio do ano. Afinal, divide o grupo K com Portugal, uma das candidatas ao título, Uzbequistão e Jamaica ou República Democrática do Congo.
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Colômbia até incomoda, mas França é mais efetiva no 1º tempo
A primeira parte do jogo iniciou equilibrada. Se a seleção francesa avançava no campo com muitas associações e trocas de passes entre jogadores, assim que Warren Zaïre-Emery chutou para fora na primeira chance do jogo, a colombiana tentava ser vertical e rápida quando tivesse com a bola a partir das pontas. Seja com os atacantes Jhon Arias e Luis Díaz ou mesmo com os laterais Daniel Muñoz e Johan Mojica.
Entre os 14 e até o gol que abriu o placar, aos 28, porém, a Colômbia conseguiu monopolizar as chances do jogo. Depois de quase marcar em chute de fora da área com Richard Ríos, Lucas Hernández salvou um cruzamento de Mojica que terminaria em gol de Arias. James Rodríguez obrigou defesa de Brice Samba em outra jogada rápida.
Após o gol francês, tudo mudou. Ficou natural para a França trocar passes e criar chances. Ampliou com 40 e poderia ter feito mais em chutes na área de Thuram e Doué.
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Final do jogo tem emoção
O erro da Colômbia, que culminou no terceiro gol francês aos dez minutos, deu uma quebrada no ritmo do jogo, ainda mais com muitas substituições. A seleção sul-americana finalizou de forma mais perigosa pela primeira vez com Jhon Córdoba, só aos 24 minutos, para defesa de Samba.
A partir daí, os Cafeteros acordaram. Jaminton Campaz, ex-Grêmio, bateu cruzado bonito em passe de Jefferson Lerma e diminuiu. Juanfer Quintero, em escanteio, obrigou outra intervenção do goleiro francês.
Enquanto isso, sobrava espaço para os Blues atacarem. Ekitiké, de frente para Álvaro Montero, acabou desarmado pelo arqueiro. Na sobra, Mbappé chutou sem ângulo e Deiver Machado salvou em cima da linha.
Nos acréscimos, a defesa francesa bloqueou e afastou outro ataque que gerou um contra-ataque, com Ekitiké tendo Mbappé e Olise para tocar e chutando para fora. Em outra jogada rápida, teve gol anulado do camisa 10. Tinha tudo para sair outro tento, mas não deu tempo.