Mundo

EUA e Portugal têm fragilidades expostas em partida pouco empolgante

Apesar de vitória portuguesa, não dá para dizer que nenhum dos lados ficou muito feliz com as atuações

Estados Unidos e Portugal se enfrentaram no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nesta terça-feira (31). E apesar da vitória lusa por 2 a 0, não dá para falar que nenhum dos lados ficou muito feliz com as atuações demonstradas em um dos palcos da Copa do Mundo.

Os portugueses saíram com a vitória, mas viram muitos problemas para o time alterado conseguir sair da pressão estadunidense. Já os donos da casa tiveram mais uma vez dificuldade para converter as chances criadas através da pressão.

O sinal de alerta é sim maior para o país sede de boa parte do Mundial. Porém, os lusos saem de uma Data Fifa pouquíssima inspirada contra duas seleções que deveriam ter batido.

Testes de Portugal não funcionam e quem resolve é titular incontestável 

Roberto Martínez decidiu fazer mais testes e apenas dois jogadores que atuaram contra o México no sábado – Samú Costa e Bruno Fernandes – foram titulares contra os estadunidenses. Mas se a escalação mudou, não dá para dizer o mesmo da atuação.

Assim como foi contra o México, os portugueses foram pouco inspirados durante a partida inteira, principalmente no primeiro tempo. A lentidão tomou conta dos comandados de Martínez, que tiveram dificuldades para criar com o time que começou o jogo, sofrendo bastante com a pressão dos norte-americanos.

O primeiro gol, ainda na etapa inicial, saiu em um contra-ataque em que Bruno Fernandes deixou de calcanhar para Francisco Trincão e o jovem do Sporting não teve dificuldade para bater Matt Freese. 

Já o gol que completou a vitória no segundo tempo saiu na bola parada. Ao cobrar escanteio, Bruno Fernandes viu João Félix totalmente livre na entrada da área. O camisa 10 teve toda a tranquilidade para dominar e acertar um belo chute no canto.

Os portugueses até melhoraram com muitas alterações e tiveram mais a bola no campo de ataque, mas só assustaram Freese de verdade já nos acréscimos, com um chute de Francisco Conceição.

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Estados Unidos seguem sem conseguir aproveitar chances

Mauricio Pochettino, técnico dos EUA (Foto: Belga / Icon Sport)
Mauricio Pochettino, técnico dos EUA (Foto: Belga / Icon Sport)

A goleada sofrida para a Bélgica no fim de semana deixou Maurício Pochettino ainda mais pressionado no comando da seleção norte-americana. 

Com muitas alterações, os Estados Unidos pressionaram mais os portugueses na saída de bola, causando erros e abrindo bastante espaço. Nos dez primeiros minutos, os estadunidenses tiveram três chances de abrir o placar, mas esbarraram em um grande problema do ciclo: as finalizações.

Weston McKennie perdeu duas boas chances no início e Christian Pulisic também não conseguiu concluir suas duas oportunidades ainda na primeira etapa.

A dinâmica foi muito parecida no segundo tempo. Os comandados de Pochettino conseguiram causar erros portugueses nas tentativas de saída de bola, mas desta vez não foram capazes de nem de gerar chances que incomodassem o goleiro José Sá.

Foto de Matheus Rocha

Matheus RochaSubcoordenador de conteúdo

Matheus Rocha é natural de Uberlândia, onde se formou em Jornalismo na Unitri em 2014. Começou a carreira no jornalismo na Trivela antes de passar por ExtraTime e Yahoo, participando da cobertura de três Copas do Mundo e cinco Olimpíadas.

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