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França sem Griezmann e nova era nos EUA: 5 boas histórias nesta Data Fifa

Jogos entre seleções em outubro terão diversos aspectos, como a consolidação do Japão como principal força da Ásia, a seleção francesa sem Griezmann e a Jordândia dando um alento à popolução em meio aos perigos da guerra

O futebol e sua capacidade de contar boas histórias não param nos tempos de Data Fifa. Na de outubro de 2024, terá de tudo um pouco: país impactado por guerra trazendo felicidade à população com o esporte, início de trabalho nos Estados Unidos, França aprendendo a viver sem craque e muito mais.

Confira neste artigo da Trivela cinco histórias para acompanhar na Data Fifa de outubro de 2024.

1. Impactada pela guerra, Jordânia dá alento à população com o futebol

Seleção da Jordânia antes da final da Copa da Ásia
Seleção da Jordânia antes da final da Copa da Ásia (Foto: IMAGO)

A guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, completou um ano nesta semana. A Jordânia, por compartilhar fronteira com israelenses e a Cisjordânia, outro território palestino, tem sido obviamente impactada pelo conflito.

Na última semana, mísseis balísticos foram interceptados na capital Amã, o que obrigou o fechamento do espaço aéreo e impactou o turismo do país. A nação também recebe diversos refugiados palestinos.

Mesmo que o futebol seja só um esporte e não mude em nada o cenário do devastador conflito ao lado, a seleção nacional é uma forma de trazer felicidade à população.

Após ser vice-campeã da última Copa da Ásia, disputada no início do ano, quando perdeu a final para o Catar, a Jordânia mantém a grande fase nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Na primeira fase de grupos do confuso formato feito pela Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla oficial), os jordanianos venceram todos os quatro jogos que restavam, incluindo contra a poderosa Arábia Saudita, e avançaram na liderança.

Agora em outra chave, em um grupo com seis países, o selecionado de novo está em primeiro, posição que leva à próxima Copa junto ao segundo. Foram apenas duas rodadas, nas quais empataram com Kuwait e venceram a Palestina.

Na Data Fifa de outubro, a Jordânia terá a maior prova ao enfrentar a Coreia do Sul, tecnicamente o melhor selecionado do grupo, mas que guarda boas lembranças ao jordanianos, já que eliminaram os coreanos na semifinal da Copa da Ásia.

Depois, duela com Omã, o lanterna. Ou seja, se vencer o primeiro confronto e se sobressair no segundo contra um adversário mais fácil, encaminha uma classificação para o Mundial muito simbólica pelo contexto que enfrenta.

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2. Como o Uruguai superará a crise com Bielsa?

Marcelo Bielsa, técnico do Uruguai, durante a Copa América 2024
Marcelo Bielsa, técnico do Uruguai, durante a Copa América 2024 (Foto: IMAGO)

O técnico Marcelo Bielsa nunca foi conhecido por ser um gestor comum ou dentro da “normalidade”, por assim dizer. El Loco, apelido que carrega há muito tempo, tem um jeito diferente de comandar e, algumas vezes, não deixa muitos fãs nos locais que trabalha.

Este parece ser o que acontece agora no vestiário do Uruguai. Luis Suárez, agora aposentado da Celeste, abriu a “caixa de pandora” na última semana ao criticar o dia a dia com o técnico.

Na sequência, Federico Valverde, do Real Madrid, e Canobbio, do Athletico-PR, confirmaram os questionamentos de Suárez à gerência de Bielsa.

— Na Copa América houve situações que me magoaram e que não contei por uma questão de convivência. Muitos jogadores fizeram reunião para pedir ao treinador que pelo menos nos desse bom dia. Ele nem sequer nos cumprimenta — disse Suárez ao portal DSport Uruguay.

— O que ele (Suárez) disse é tudo verdade. Ele não mentiu e exagerou em nenhum momento. — confirmou Valverde.

Uma reunião aconteceu nesta quarta (9) entre jogadores e dirigentes da Federação Uruguaia de Futebol para a tratar sobre a postura do técnico argentino, sem a presença de Bielsa, segundo o jornal El País.

— Houve muita falta de respeito dele [Bielsa] comigo. E se há constante falta de respeito, enquanto eu sempre fui respeitoso, infelizmente chega o ponto que a coisa estoura. — afirmou Cannobio ao programa Minuto 1.

O resultado deste encontro e se resolveu algo no clima do selecionado poderá ser visto nos duelos contra Peru e Equador pelas Eliminatórias. A seleção uruguaia faz boa campanha, atualmente na terceira colocação, com apenas uma derrota e acumulando vitórias marcantes sobre Brasil e Argentina.

3. Pochettino inicia novo era nos EUA

Pochettino durante amistoso da Soccer Aid World XI FC
Pochettino cumprimenta torcedores durante amistoso da Soccer Aid World XI FC (Foto: IMAGO)

É inegável o crescimento do futebol (ou, do soccer) nos Estados Unidos na última década. A MLS passou a incentivar a contratação e a formação de jovens, e a seleção nacional ganhou os frutos com uma geração interessante, liderada por Christian Pulisic.

Só que esse grupo de jogadores nunca pareceu atingir seu ápice sob comando de Gregg Berhalter, técnico dos americanos entre dezembro de 2018 e julho de 2024 (com uma saída entre 2023 e este ano).

Agora, após uma Copa América decepcionante que causou temores em como o anfitrião (ao lado de México e Canadá) se sairá no Mundial de 2026, a gestão do time dos EUA apostou em um nome pesado: Mauricio Pochettino, ex-Tottenham, PSG e Chelsea.

O técnico argentino fez cinco boas temporadas nos Spurs, apesar de não levar nenhuma taça, mas viu sua carreira ficar em um status abaixo após os trabalhos em Paris e Londres.

Os Yankees são uma oportunidade para Pochettino se mostrar o treinador que todos esperavam que seria pós-Tottenham, enquanto os Estados Unidos buscam que sua geração estrelada atinga o ápice.

A estreia sob novo comando acontece contra o Panamá, em casa, depois recebendo o México, ambos amistosos.

4. Japão goleará mais dois?

Kubo e Ito comemoram gol do Japão contra a China
Kubo e Ito comemoram gol do Japão contra a China (Foto: IMAGO)

São quatro jogos consecutivos que o Japão vence por cinco ou mais gols de diferença nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa, incluindo um histórico 7 a 0 sobre a China. No período, as redes dos adversários balançaram 22 vezes, enquanto a dos Samurais Azuis nenhuma.

É o reflexo da fase mágica da seleção japonesa, conseguindo unir a qualidade da individualidade de Minamino e Kubo a um coletivo azeitado, com quase todos os titulares a serviço de clubes das cinco grandes ligas europeias.

Desde o fim da Copa de 2022, o selecionado asiático só perdeu três vezes em 23 partidas. O ponto abaixo do período veio justamente quando precisava se provar: a eliminação nas oitavas de final da Copa da Ásia para o Irã.

Neste momento, em busca de uma vaga na Copa dos EUA, os Samurais são líderes do Grupo C e terão os grandes desafios da chave após golear os chineses e o Bahrein.

Primeiro, visita a Arábia Saudita para depois receber a Austrália, que ainda nem venceu até aqui. Um empate e uma vitória encaminha a situação dos japoneses no grupo.

5. A primeira França sem Griezmann

Griezmann em ação pela seleção francesa
Griezmann em ação pela seleção francesa (Foto: IMAGO)

Entre 2017 e 2024, a seleção francesa passou 84 jogos seguidos com Antoine Griezmann, sem interrupção. Uma sequência que mostra a capacidade física do atacante, mas, principalmente, a importância técnica e tática dele no período que o time conquistou uma Copa e foi vice em outra.

Aquele que já foi meia, ponta e segundo atacante por seu país, virou até um meio-campista na disputa do Mundial do Catar, provando sua polivalência e dedicação à França.

Agora, chegou ao fim. De forma inesperada, o jogador do Atlético de Madrid anunciou sua aposentadoria do selecionado no último mês após uma década de dedicação, 137 jogos e 44 gols (4º maior artilheiro da equipe, atrás só de Mbappé, Giroud e Henry).

Além da ausência de Griezmann, o time de Didier Deschamps não terá Mbappé (lesionado), Giroud (aposentado) e Kanté (por opção) e, pela primeira vez, não terão representantes do título de 2018 entre os convocados.

Como um país formador de atletas, consegue repor isso constantemente. Os nomes da vez são Bradley Barcola e Michael Olise, protagonistas por seus clubes, que vão liderar os Bleus nos duelos contra Israel e Bélgica pela Nations League.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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