Mundial de Clubes

Muito além dos R$ 500 milhões: Renato explica dois Fluminenses contra Dortmund e Mamelodi

Técnico analisa desempenho de sua equipe após garantir vaga nas oitavas de final do Mundial de Clubes

São incontáveis as vezes em que Renato Gaúcho evocou a disparidade financeira entre suas equipes e os rivais para justificar derrotas e frustrações.

Mas esta tese consagrada pelo treinador não serve para explicar a oscilação de desempenho do Fluminense no Mundial de Clubes. Aliás, as atuações do Tricolor contradizem o seu próprio técnico.

Pois o Flu que está classificado às oitavas de final foi (muito) superior ao poderoso Borussia Dortmund no empate em 0 a 0 na estreia, depois jogou pouco na vitória por 4 a 2 sobre o Ulsan e jogou menos ainda no empate em 0 a 0 com o Mamelodi Sundowns, nesta quarta-feira (25).

Renato Gaúcho tem uma explicação para tanta oscilação de desempenho. E ela não envolve cifras milionárias.

—  Não adianta você ter um time de R$ 400, R$ 500 milhões. O futebol é decidido dentro do campo e esse Mundial, volto a repetir, tem mostrado isso — disse Renato após o empate com o Mamelodi.

Por que o Fluminense vem jogando cada vez menos?

Nas palavras do próprio Renato Gaúcho, a oscilação de desempenho “é natural do ser humano”.

Em sua análise, o treinador defende que o Fluminense atingiu o seu “máximo” em termos de foco e concentração na partida contra o Borussia Dortmund.

Depois disso, o seu grupo “relaxou” por acreditar que os duelos com equipes consideradas mais fracas não seriam tão exigentes. E aí, vieram as dificuldades do Fluminense nos últimos dois jogos.

— É natural do ser humano, do jogador, ele dar uma relaxada quando acha que o jogo não é tão difícil assim. E todos são difíceis. Então a nossa concentração, o foco, o nosso trabalho, atingiu o máximo contra o Borussia. E deu no que deu. Fizemos uma grande partida, não demos muita chance ao nosso adversário, merecíamos inclusive ter ganho. E aí, de repente, na cabeça de alguns jogadores, em um instante do grupo todo, achar que conseguimos uma bela atuação contra o time mais forte, teoricamente, da chave e agora aquele relaxamento é normal. E aí é que mora o perigo — analisa Renato.

Gérman Cano, em ação contra o Mamelodi
Gérman Cano, em ação contra o Mamelodi (Foto: IconSport)

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Ao seu jeito, Renato prefere valorizar vaga a se preocupar

O Fluminense avança às oitavas de final com mais preocupações do que soluções à vista para o seu treinador. Mas ao seu jeito, Renato prefere valorizar a vaga — e os quase R$ 150 milhões que o clube coloca no bolso — a falar dos ajustes necessários em sua equipe.

O técnico, inclusive, credita parte do sofrimento contra o Mamelodi à estratégia adotada para não correr tantos riscos na última rodada.

— Felicidade muito grande. Esse era nosso objetivo. Sabíamos que teríamos bastante dificuldade, mas às vezes é melhor você sofrer e conseguir a classificação, do que querer jogar bonito e perder a classificação — diz Renato.

Quem o Fluminense enfrenta nas oitavas?

Com o empate, o Fluminense se classifica às oitavas de final como segundo colocado do Grupo F, com cinco pontos. O Tricolor carioca aguarda a definição do primeiro colocado do Grupo E para conhecer quem será o seu adversário na próxima fase.

Hoje, o River Plate é o líder da chave, com os mesmos quatro pontos da Inter de Milão, na segunda colocação — as duas equipes se enfrentam nesta quarta-feira, às 22h. O Monterrey é terceiro colocado, com dois pontos, e corre por fora.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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