Fluminense enterra tese da superioridade europeia e só empata com Dortmund por não ter calma
Tricolor dominou alemães quase do início ao fim, mas ficou no zero por falha na pontaria
DIRETO DOS ESTADOS UNIDOS — Mais uma vez, o mito de que os times da Europa são muito superiores aos sul-americanos fica pelo caminho na Mundial de Clubes, em Nova Jersey.
A tese começou a ser desconstruída em Palmeiras 0 x 0 Porto, ganhou força em Boca Juniors 2 x 2 Benfica e, com Fluminense x Borussia Dortmund, caiu de vez — mesmo com o 0 a 0, perfazendo três empates em duelos das duas escolas mais tradicionais de futebol do planeta.
E não, o Dortmund não é um mau time. Está longe de ser o “Criciúma da Alemanha”, como provocaram os torcedores do Flu antes do jogo, por conta da cor da camisa e do fato de o time catarinense estar na Série B do Campeonato Brasileiro.
Resultado não traduz o que foi o jogo, um domínio por completo do Fluminense, que pecou em finalizar bem as jogadas. Jogo pra elevar a autoestima do futebol brasileiro 👏 #trivelamundial pic.twitter.com/u1bfREmWDB
— Trivela no Mundial de Clubes 🏆 (@trivela) June 17, 2025
Fluminense é superior em todos os aspectos
O time europeu, porém, não conseguiu levar a campo seu futebol. Foi engolido na tática e na parte física muito melhor do clube das Laranjeiras. O Fluminense foi super bem superior ao Dortmund na primeira etapa. Até os 10 minutos, a equipe da Alemanha não conseguiu trocar mais de três passes sem ser desarmada.
Apostando em Arias na armação, e nas bolas esticadas para Cannobio nas costas da defesa, o time de Renato Gaúcho era muito mais perigoso. O Flu já tinha quatro finalizações quando o clube aurinegro fez seu primeiro lance para assustar o adversário, aos 21, num cruzamento que passou por Fábio e por Guirrassy.
No fim do primeiro tempo, as estatísticas mostravam sete chutes tricolores contra um dos alemães, além de 51% de posse de bola.

Na segunda etapa, o domínio ficou ainda maior. Ainda mais quando o Fluminense adiantou a marcação e apertou a saída de jogo do Borussia.
Era comum olhar para o campo e ver jogadores como Sabitzer e o goleiro Kobel batendo boca e pedindo auxílio do banco, para organizar a marcação — especialmente nas cobranças de escanteio.
O primeiro lance que poderia ter definido o jogo para os brasileiros foi aos 12. Arias lançou Everaldo, que saiu sozinho com Kobel. O atacante perdeu velocidade, tirou a marcação e tocou para Canobbio. Mas o uruguaio bateu fraco, recuando para o goleiro.
O segundo foi aos 23. Arias bateu escanteio, Everaldo chutou no rebote, e Kobel faz grande defesa. No segundo rebote, Nonato finalizou sério, mas Kobel aparece de novo. O camisa 16 do Flu estava impedido, o que não tira o mérito da sequência “de cinema” do goleiro do Dortmund.
Para não dizer que o time alemão não foi perigoso, nos últimos dez minutos, houve algumas chegadas com perigo. Na principal, já aos 48, Sule bateu rasante, e Fábio teve que ir buscar no canto esquerdo.
Se a bola entra, seria uma enorme injustiça com a equipe brasileira, que jogou muito mais bola.



