Mundial de Clubes

Fluminense enterra tese da superioridade europeia e só empata com Dortmund por não ter calma

Tricolor dominou alemães quase do início ao fim, mas ficou no zero por falha na pontaria

DIRETO DOS ESTADOS UNIDOS — Mais uma vez, o mito de que os times da Europa são muito superiores aos sul-americanos fica pelo caminho na Mundial de Clubes, em Nova Jersey.

A tese começou a ser desconstruída em Palmeiras 0 x 0 Porto, ganhou força em Boca Juniors 2 x 2 Benfica e, com Fluminense x Borussia Dortmund, caiu de vez — mesmo com o 0 a 0, perfazendo três empates em duelos das duas escolas mais tradicionais de futebol do planeta.

E não, o Dortmund não é um mau time. Está longe de ser o “Criciúma da Alemanha”, como provocaram os torcedores do Flu antes do jogo, por conta da cor da camisa e do fato de o time catarinense estar na Série B do Campeonato Brasileiro.

Fluminense é superior em todos os aspectos

O time europeu, porém, não conseguiu levar a campo seu futebol. Foi engolido na tática e na parte física muito melhor do clube das Laranjeiras. O Fluminense foi super bem superior ao Dortmund na primeira etapa. Até os 10 minutos, a equipe da Alemanha não conseguiu trocar mais de três passes sem ser desarmada.

Apostando em Arias na armação, e nas bolas esticadas para Cannobio nas costas da defesa, o time de Renato Gaúcho era muito mais perigoso. O Flu já tinha quatro finalizações quando o clube aurinegro fez seu primeiro lance para assustar o adversário, aos 21, num cruzamento que passou por Fábio e por Guirrassy.

No fim do primeiro tempo, as estatísticas mostravam sete chutes tricolores contra um dos alemães, além de 51% de posse de bola.

Martinelli e Sabitzer no jogo entre Fluminense e Borussia Dortmund no Mundial de Clubes
Martinelli e Sabitzer no jogo entre Fluminense e Borussia Dortmund no Mundial de Clubes. Foto: IMAGO

Na segunda etapa, o domínio ficou ainda maior. Ainda mais quando o Fluminense adiantou a marcação e apertou a saída de jogo do Borussia.

Era comum olhar para o campo e ver jogadores como Sabitzer e o goleiro Kobel batendo boca e pedindo auxílio do banco, para organizar a marcação — especialmente nas cobranças de escanteio.

O primeiro lance que poderia ter definido o jogo para os brasileiros foi aos 12. Arias lançou Everaldo, que saiu sozinho com Kobel. O atacante perdeu velocidade, tirou a marcação e tocou para Canobbio. Mas o uruguaio bateu fraco, recuando para o goleiro.

O segundo foi aos 23. Arias bateu escanteio, Everaldo chutou no rebote, e Kobel faz grande defesa. No segundo rebote, Nonato finalizou sério, mas Kobel aparece de novo. O camisa 16 do Flu estava impedido, o que não tira o mérito da sequência “de cinema” do goleiro do Dortmund.

Para não dizer que o time alemão não foi perigoso, nos últimos dez minutos, houve algumas chegadas com perigo. Na principal, já aos 48, Sule bateu rasante, e Fábio teve que ir buscar no canto esquerdo.

Se a bola entra, seria uma enorme injustiça com a equipe brasileira, que jogou muito mais bola.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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