‘Senhor finais’ e ‘Midas’: por que Jardine está prestes a fazer história no México
Na final do Campeonato Mexicano, André Jardine pode atingir nova marca na história do América
Atual bicampeão mexicano, André Jardine está prestes a eternizar ainda mais seu nome na história do América, o maior clube do país.
Nesta quinta-feira (12), às 23h (horário de Brasília), a equipe comandada pelo brasileiro enfrenta o Monterrey no duelo de ida da final do Campeonato Mexicano. A volta está marcada para o domingo (15).
Em um ano e seis meses de trabalho, Jardine já é o técnico mais vencedor da história do clube e persegue agora o seu sexto título.
Após duas temporadas no San Luis, o treinador assumiu o América em junho de 2023. Desde então, ele foi campeão da Campeones Cup, do Apertura, do Clausura, da Supercopa e do “Campeão dos Campeões” do México.
Mas independentemente do resultado, Jardine já escreveu seu nome como um dos maiores técnicos da história não apenas do América, mas do futebol mexicano.
Jardine faz no México o que estrangeiros fazem no Brasil
Na contramão do cenário atual para treinadores no Brasil, Jardine faz no México o sucesso que os técnicos estrangeiros têm alcançado no futebol brasileiro nos últimos anos.
Não à toa, o debate da imprensa mexicana nos últimos dias vai além da final em si, mas sobre o tamanho de André Jardine na história do futebol local.
O jornal mexicano “Record”, por exemplo, chegou a chamar o treinador de “Midas” e “Senhor Finais”, por ter levado o América à terceira decisão de campeonato consecutiva.

Um dos grandes ídolos da história do clube, o chileno Carlos Reinoso afirmou que o brasileiro se tornará o maior técnico da história das Águilas caso conquiste o título.
Considerado um dos maiores nomes do jornalismo esportivo mexicano, o comentarista David Faitelson afirmou categoricamente que Jardine já “marca uma era” no clube.
— Estamos falando que o América pode ser uma equipe que marca uma era, mas eles já têm um treinador que marca uma era. Jardine começa a entrar no panteão de nomes como Jorge Vieira e Miguel Ángel López, simplesmente pelos números que tem.
“O melhor que aconteceu ao América foi se encontrar com Jardine.”
David Faitelson, um dos maiores comentaristas esportivos do México
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Relembre a trajetória de André Jardine
Natural de Porto Alegre (RS), Jardine trabalhou por uma década nas categorias de base do Inter, e mais dois anos nas do Grêmio, até ir para o São Paulo, em 2015.
Além de ter trabalhado por quatro anos em Cotia, Jardine comandou o time principal do São Paulo no final de 2018 e no início de 2019. Foi o único trabalho com equipe profissional do treinador no futebol brasileiro.
O feito pelo qual Jardine é mais lembrado no Brasil é a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. A conquista abriu portas para o treinador no México, e ele aparentemente não planeja voltar tão cedo.






