México

Blanco enfim pendurou as chuteiras, mas teve tempo para mais um título no México

Depois de 23 anos de carreira e passagens por dez clubes, Cuauhtémoc Blanco enfim pendurou as chuteiras. E nada melhor para uma despedida do que coroá-la com um título. O meio-campista, que adotou a posição nos últimos anos de sua carreira, esteve em campo nos 25 minutos finais da vitória do Puebla por 4 a 2 sobre o Chivas, na decisão da Copa MX, e pode levantar a taça de campeão, sua segunda no torneio. Deixa os gramados para se aventurar na política, aproveitando-se da popularidade que conquistou como um dos mais emblemáticos atletas da história do futebol mexicano.

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Em maio do ano passado, o acerto com o Puebla encerrou um intervalo de seis anos em que Blanco esteve longe da primeira divisão mexicana. Passagens pelos Estados Unidos e por clubes menores de seu país-natal o mantiveram distante dos maiores palcos do México, e a notícia de que retornaria à elite foi celebrado por parte da imprensa. Encerrar essa passagem curta, de um ano, com titulo é talvez o melhor fim de carreira que Blanco poderia ter imaginado para si.

Nas mais de duas décadas em que atuou como profissional, Blanco teve como principal casa o América. Foi lá que iniciou sua carreira, se consolidou e se projetou para o futebol nacional e, ao todo, em suas quatro passagens pelos azulcremas, acumulou 11 anos com a camisa amarela. Seu único título no Campeonato Mexicano veio também pelo América, em que ainda levantou duas Liga dos Campeões da Concacaf, com um intervalo de 14 anos entre elas: 1992 e 2006.

A trajetória construída no América seria suficiente para Blanco arrebatar o coração de dezenas de milhões de pessoas no México, mas para conseguir a admiração geral do país era preciso uma história bacana também pela seleção mexicana, e o ex-atacante fez isso. Disputou três Copas do Mundo o Tri, em 1998, 2002 e 2010, mesmo aos 37 anos. Foi figura importante também da conquista da Copa das Confederações de 1999, quando, em casa, derrotou o Brasil na final. Ainda pela seleção, mais duas conquistas: as Copas Ouro de 1996 e 1998.

Os minutos derradeiros da carreira de Blanco tiveram uma interferência da queda de luz no Estádio Olímpico de la Buap, palco da final desta terça-feira. Era como se o futebol mexicano quisesse prolongar o quanto pudesse o tempo de seu ídolo em campo. Isso ou uma homenagem já programada mesmo, já que, enquanto as luzes estavam apagadas um grupo de torcedores produziu uma mensagem com luzes para Blanco. Convenhamos, perder uns minutinhos nunca teve tanta utilidade. A cena das arquibancadas foi a cereja do bolo já completíssimo que foi o adeus do ícone.

Blanco-Luzes

Confira o resumo da vitória por 4 a 2 sobre o Chivas que garantiu o título ao Puebla:

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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