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A vitória era tudo que o Cruzeiro precisava, mas agora precisa de mais

Vencer é o melhor remédio. Bom, a frase original não é bem essa, mas no futebol ela pode ser aplicada quase sempre. O Cruzeiro ainda sentia o desgosto da eliminação para o rival Atlético na semifinal do Campeonato Mineiro, cerca de 50 horas antes. O Universitario de Sucre não era nenhum esquadrão, mas o nervosismo e a obrigação de vencer sempre podem pesar diante de um time que ainda sofre para encontrar seu jogo. Tudo isso ficou para trás. A Raposa fez 2 a 0, garantiu a vaga nas oitavas de final da Libertadores tirou um peso das costas.

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Sim, porque o Cruzeiro tinha uma responsabilidade. Haja o que houver, tem que se classificar na Libertadores. Dos brasileiros, teve o grupo mais fácil. É verdade que o time está em formação, perdeu as principais armas ofensivas, ainda está tentando achar um novo jeito de jogar, mas o campeão brasileiro não pode se dar ao luxo de ser eliminado em um grupo com Universitario de Sucre, Mineros de Guayna e Huracán. O Cruzeiro não deixou que isso acontecesse.

Não quer dizer que não hajam problemas a serem resolvidos, muito pelo contrário. Deixar que a classificação só fosse definida no último jogo da fase de grupos mostra que o time veio aos trancos e barrancos. Os gols de Willian e Léo ajudaram o time a avançar às oitavas de final, onde, como diz Riquelme, “começa a Libertadores de verdade”.

A Raposa classificou-se em primeiro lugar, mas ainda não conhece o adversário. Neste momento, não importa. O Cruzeiro precisa se preparar para jogar um futebol melhor. Precisa procurar o seu protagonista, que tinha em Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, mas ainda não encontrou em 2015. Talvez nem precise de um regista solo: talvez a força venha do coletivo. Seja como for, o Cruzeiro precisa encontrar onde está a sua força. No mata-mata, não dá mais para fazer jogos tão ruins como fez nesta primeira fase. Precisa ser o Cruzeiro, bicampeão brasileiro.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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