Leste Europeu

Zenit lamenta ataque a goleiro do Dynamo, mas recusa sanção

A partida entre Dynamo Moscou e Zenit promete movimentar os bastidores do Campeonato Russo. Realizado na Arena Khimki, o jogo foi encerrado aos 36 minutos do primeiro tempo, quando os moscovitas venciam por 1 a 0. O goleiro da equipe, Anton Shunin, foi atingido por um sinalizador atirado pela torcida do Zenit e sofreu queimadura na córnea. Podendo ser sancionado pelo incidente, o clube de São Petersburgo afirmando que a responsabilidade pelo ocorrido é da organização do jogo.

“O Zenit considera inaceitável os eventos da rodada 16. Lamentamos pela saúde por um dos melhores goleiros da Rússia, que foi ameaçada pela estupidez e irresponsabilidade da torcida. Condenamos as ações e compartilhamos as preocupações, mas a responsabilidade é inteiramente dos organizadores da partida. Nossa tarefa agora é identificar quem causou o incidente e fazer uma investigação do que aconteceu”, declarou o Zenit, em nota oficial.

Após a partida, uma mulher foi presa, suspeita de atirar o sinalizador. Além dela, outras 52 pessoas foram detidas pela polícia por incidentes ligados à partida. Reserva da seleção russa na Eurocopa de 2012, Shunin precisou ser hospitalizado por conta do incidente, reclamando de problemas na visão.

Já o diretor geral do Zenit, Maxim Mitrofanov, foi mais radical e ameaçou a retirada do clube no Campeonato Russo: “Não entendemos a responsabilidade que o Zenit tem no caso. O Dynamo permitiu a entrada dos torcedores no estádio e vendeu os ingressos. Os acionistas e patrocinadores podem reagir de maneira negativa diante de um abuso do código disciplinar. É possível que, diante da decisão, o Zenit possa encerrar sua participação na liga”.

O Zenit ocupa a segunda colocação no Campeonato Russo, com 33 pontos, seis a menos que o CSKA Moscou. Já o Dynamo Moscou faz campanha modesta e, após ser ameaçado pelo rebaixamento nas rodadas iniciais, aparece em décimo.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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