Ucranianos para a defesa e brasileiros para o ataque

Já escrevi algumas vezes aqui na Trivela sobre a política do Shakhtar Donetsk de contratar jogadores brasileiros para o setor ofensivo e preencher a cota de ucranianos (quatro em campo) do time na defesa. Nas duas últimas temporadas o clube até contratou alguns avançados nacionais, casos de Yevhen Seleznyov e Marko Devic.
Os dois foram exceções e conseguiram “furar” a regra pelo excelente desempenho no Campeonato Ucraniano. No entanto, o primeiro, atual bicampeão da artilharia, retornou ao Dnipro Dnipropetrovsk recentemente, já que em Donetsk dividia muitos minutos com os brasileiros.
Na última segunda-feira, no programa Futebol no Mundo, da Rádio Estadão ESPN, entrevistei o meio-campista Fernandinho, ex-Atlético Paranaense, convocado por Mano Menezes algumas vezes e titular absoluto do Shakhtar há alguns anos. Ele falou abertamente sobre a política ucraniana/brasileira do clube, e como ela não atrapalha o ambiente entre os jogadores e entre os atletas e a imprensa – além do clássico do final de semana contra o Dynamo Kiev.
E um detalhe importante sobre a postura do Shakhtar, que a adotou com a chegada do técnico romeno Mircea Lucescu, confesso admirador do futebol brasileiro, em 2004: deu muito certo. Afinal, são seis títulos ucranianos desde então, quatro Copas da Ucrânia e uma Liga Europa, além de boas participações na Liga dos Campeões.


