Leste Europeu

Shakhtar mostra outra vez quem manda na Ucrânia

Não basta para o Shakhtar ficar a milhas e milhas distante do seu maior rival e outrora dominante no território ucraniano. Vencer o Dynamo fora de casa no último domingo apenas foi mais do mesmo: quem manda agora no campeonato, tendência nos últimos cinco anos, é o lado laranja da maior rivalidade do país.

O reflexo disso foi na semifinal da Copa Uefa (hoje Liga Europa) em 2009. Os mineiros passaram pelos rivais com certa dificuldade, mas avançaram até a final e venceram o Werder Bremen, se sagrando a primeira equipe ucraniana a vencer a competição. Desde então, não tem sobrado muito para o Dynamo, que até repatriou o seu maior craque, Andriy Shevchenko.

Ano a ano, fica cada vez mais fácil para o o Shakhtar vencer a liga. A última conquista do Dynamo veio justamente em 2009, quando os laranjas conquistaram a Europa. Essa disparidade no maior clássico local tem ficado cada vez mais evidente até mesmo nos elencos. Enquanto os mineiros revelam e contratam jovens promissores que chegam e sempre fazem bom papel. Por outro lado, os alviazuis parecem mais preocupados em resgatar velhas glórias, apostas obscuras.

Dois anos se passaram desde a última vez que o Dynamo levou a melhor no clássico. Foi pela Supercopa ucraniana e com o placar de 3 a 1, em tempos que já parecem bem distantes. A realidade de hoje é outra e insuportável para os torcedores de Kiev. O panorama é mesmo se contentar com o vice e as boas campanhas internacionais do seu rival. A ver em quanto tempo o trabalho de Oleg Blokhin dará frutos.

Vitória de virada em pleno Olímpico de Kiev

No domingo, o maior clássico ucraniano aconteceu no Olímpico de Kiev. E os primeiros dez minutos deram a entender de que o tabu de dois anos por parte do Shakhtar seria quebrado. Yarmolenko abriu o placar e pouco depois os alviazuis simplesmente apagaram em campo. Até o fim da primeira etapa os comandados de Blokhin se seguraram e suportaram a pressão, mas um erro forçado de Danilo Silva, os mineiros chegaram à igualdade.

Ideye Brown, nigeriano atacante do Dynamo, deve ser culpado pela falha que impediu o segundo gol dos mandantes. O rapaz perdeu uma chance incrível de colocar seu time na frente. A punição veio pelos pés de Mkhitaryan, destaque do Shakhtar após a saída de Willian. Em jogada de Eduardo da Silva, o armênio foi às redes e trouxe mais um episódio triste para os rivais, que agora estão separados por 17 pontos na tabela. Quem gostou do resultado foi o Metalist, que beliscou a vice-liderança. Cleiton Xavier fez o gol da vitória diante do Volyn.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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