Roberto Carlos conclui curso de treinador. Felipão é inspiração
“Ah, no futuro, sim. Ainda não conversei com ninguém. Não teria problema nenhum”.
Não chega a ser um sonho, mas Roberto Carlos, como se lê acima, não descarta a hipótese de comandar a Seleção no futuro. E o ex-jogador está se preparando para isso. Atual dirigente do Anzhi Makhachkala, ele contou ao blogueiro que encerra nesta semana um curso de treinador que lhe permitirá migrar de volta dos gabinetes para os gramados e iniciar uma nova carreira.
Na verdade, ele nunca deixou de verdade os campos. No Anzhi, ainda participa dos treinos e auxilia o técnico Guus Hiddink. Até mesmo nos jogos. “Qualquer dificuldade, eu falo bem baixinho no ouvido dele, ele me escuta bastante, tenho uma amizade muito boa com ele, é uma confiança muito boa. Tanto que fui eu que insisti para que ele viesse pra cá, trabalhei com ele no Real Madrid. Fiz o primeiro contato”, explicou à edição de novembro da revista ESPN.
No banco de reservas, Roberto Carlos sabe em quem se inspirar. Cita Vanderlei Luxemburgo, do Grêmio. “Aprendi muito com ele a parte psicológica e a parte estratégica, como se deve ganhar um jogo nos momentos de dificuldade”. E também Fabio Capello. “É maestro, professor mesmo. Muito bom”. Mas são três os nomes que o ex-lateral cita como referência. Felipão, entre eles.
Felipão: “É aquele cara sério quando tem que ser sério, amigo quando tem que ser amigo e honesto”
Del Bosque: “Del Bosque é muito estilo Guus Hiddink, não inventa muito, deixa o jogador solto em campo, mas com as obrigações defensivas, né”
Guus Hiddink: “Acho que ele se parece muito com o Del Bosque. São treinadores que o jogador se solta em campo e pode desenvolver até mais do que ele pode”


