Leste Europeu

Replay do ano passado?

Atual campeão da Copa da UEFA, que se transformou em Liga Europa nesse ano, o Shakhtar Donetsk venceu suas quatro primeiras partidas na competição e logo se classificou para a fase seguinte, sem muita dificuldade. O empate sem gols contra o Club Brugge e a derrota para o Partzan estavam dentro do script, e o primeiro lugar confere ao time, em tese – caso o adversário não venha da Liga dos Campeões – um adversário mais fraco na sequência.

O time ucraniano conta com um exército de brasileiros já há algumas temporadas, e isso não é novidade para ninguém. O fato novo fica por conta da afirmação de Luiz Adriano, atacante que muitas vezes foi motivo de piada no Brasil, especialmente quando Vanderlei Luxemburgo tentou trazê-lo para o Palmeiras, no início de 2009.

Depois de um início tímido, ele parece ter adquirido confiança com o gol marcado na final da Copa da UEFA contra o Werder Bremen e apresenta uma melhora substancial em seus números. Já soma, nesse ano, 12 gols marcados, sendo nove no Campeonato Ucraniano – é um dos vice-artilheiros – e três na Liga Europa. Em 2008/09, Luiz Adriano balançou as redes apenas sete vezes durante a temporada inteira.

Outro que vem bem, mas apenas mantém o bom padrão dos anos anteriores, é Jádson, que segue como maestro do time e segue dialogando com Willian e Fernandinho, também titulares e importantíssimos no esquema de Mircea Lucescu, assim como Ilsinho, que alterna entre a lateral direita e o meio-campo pelo lado esquerdo, dependendo das necessidades da equipe.

O meia croata Darijo Srna e o lateral esquerdo romeno Razvan Rat completam a espinha dorsal de estrangeiros do time. Entre os ucranianos, destaque para Yaroslav Rakytskyi, de apenas 20 anos, que estreou na seleção nacional no jogo contra a Inglaterra pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Polivalente e rápido, Rakytskyi pode atuar também como lateral esquerdo e já atrai a cobiça dos gigantes do continente, mas pode sofrer as consequências mercadológicas do início instável de Dmytro Chygrynskiy no Barcelona.

Porém, se as coisas vão bem na Liga Europa, o Shakhtar patina no Campeonato Ucraniano e pode ver o Dynamo Kiev conquistar o bi. A campanha em si – 40 pontos em 17 jogos até agora – é excelente, mas o Dynamo soma 42 pontos em 16 partidas e segue invicto no certame. No clássico entre os dois, vitória tranquila do Dynamo por 3 a 0.

A derrota para o rival, embora dura, é aceitável. O que realmente prejudicou o Shakhtar foi o fato de empatar com o Zakarpattia, vice-lanterna do campeonato, e com o Vorskla, décimo colocado. Resultados como esse em uma competição que, a rigor, é disputada por apenas dois clubes, são irrecuperáveis e costumam fazer a diferença no final. Se ainda quiserem o título, os comandados de Mircea Lucescu não podem mais tropeçar e ainda precisam torcer para que o Dynamo cochile em algum momento.

CSKA sonha alto

Depois de conseguir uma improvável classificação para a segunda fase da Liga dos Campeões, o CSKA quer chegar às semifinais do torneio. Ao menos é o que disse o presidente do clube, Evgeniy Giner em entrevista recente ao jornal “Sport Express”, ao analisar as possibilidades da equipe em um futuro próximo.

Giner afirmou que não ficou decepcionado com o quinto lugar no Campeonato Russo, especialmente pelas circunstâncias em que ele foi conquistado. A equipe passou por um processo de rejuvenescimento durante a competição, com a saída de Yuri Zhirkov e Vagner Love, e a reconstrução parece fundamental para que o Exército Vermelho volte a lutar por títulos nacionais e continentais.

O presidente também disse que já contratou um zagueiro e um centroavante, sem revelar os nomes. Sobre o novo “camisa 9” do time, ele apenas deu pistas. Revelou que não é um jogador europeu, mas atua em uma liga do Velho Continente, classificou-o como um “jogador ambicioso” e salientou que está tentando antecipar ao máximo sua chegada ao clube.

Spalletti no Zenit

A chegada de Luciano Spalletti ao Zenit pode até ter trazido uma “grife” ao clube, que manteve o interino Anatoly Davydov no cargo após a saída de Dick Advocaat para a seleção belga. Será necessário, porém, muito trabalho e a contratação de pelo menos um bom centroavante para que o time de São Petersburgo volte a lutar por títulos na Rússia.

Spalletti já mostrou talento na Roma. Mas também se revelou limitado em alguns momentos e tem, em 2010, a chance de revitalizar sua carreira em um time onde dinheiro não é problema. Até agora, porém, as notícias que a imprensa russa veicula sobre ele são, em sua maioria, referentes ao seu passado e ao fato inusitado dele formar, com Alessandro Rosina, uma dupla de carecas italianos, jamais vista no clube anteriormente.

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