Leste Europeu

Questão de tempo

O Zenit São Petersburgo teve dois jogos a menos que os rivais por praticamente todo o segundo turno do Campeonato Russo. Nesse período, manteve uma larga vantagem sobre os rivais e permaneceu invicto. Garantiu a sensação, durante esse período, que o título estava ganho, diminuindo a “libido” dos times adversários.

As partidas atrasadas, porém, eram contra Spartak Moscou e CSKA Moscou, pelas rodadas 16 e 18, respectivamente. Pois bem: o Zenit perdeu as duas. A primeira no final de outubro e a segunda nesta semana.

Mas e daí, dirão os mais céticos. Afinal, faltando três rodadas para o término da Premier Liga, o Zenit lidera com seis pontos à frente justamente do Exército Vermelho. Ou seja, pouca coisa mudou.

É impossível afirmar, mas se essas derrotas tivessem vindo nas datas originais, a moral do clube teria ficado tão alta por tanto tempo? O respeito e temor dos adversários seriam o mesmo? Acho que, de qualquer modo, dá para garantir que o atraso das rodadas – por causa dos compromissos europeus dos times russos – favoreceu, por mais que indiretamente, a equipe de São Petersburgo.

Agora, com três partidas por acontecer, é tarde para algum time sonhar com o título que não seja o Zenit (63 pontos). Somente CSKA (55) e Rubin Kazan (54) têm chances ainda, mas limitadíssimas. O time de São Petersburgo precisa de quatro pontos apenas para ficar com a taça sem depender dos outros (será o segundo título do Campeonato Russo do clube).

Os confrontos variam bastante. Neste domingo, às 11h15, tem a maior probabilidade de título: recebe no Petrovsky, o Rostov, que não tem mais qualquer aspiração na competição (não cai nem vai para os torneios europeus). O CSKA viaja para Nalchik onde enfrenta o Spartak, aspirante à Liga Europa. Acho difícil que a festa já não aconteça aí.

Caso seja adiada, o Zenit tem dois jogos mais chatos depois: Rubin Kazan, fora, e Krylya Sovetov, que luta contra o rebaixamento, em casa. Sem falar, é claro, que os rivais na disputa não podem nem pensar em tropeçar.

E como tenho escrito nesta coluna há algum tempo, o time do técnico Luciano Spalletti é o melhor time da Rússia. A queda de rendimento deveu-se, também, à coincidência das datas na Liga Europa, onde mantém campanha perfeita.

Jogando muito

Apesar do provável título do Zenit, que não conta com brasileiros no elenco, é preciso ressaltar o ótimo momento de três atletas tupiniquins em terras russas, que junto com Aleksandr Kerzhakov e Oleksandr Aliyev, são os melhores jogadores da competição.

A começar por Vagner Love. Desde que retornou ao clube, disputou 16 partidas e marcou nove gols. No jogo desta semana, marcou um golaço e deu as assistências para os outros dois gols do Exército Vermelho sobre o Zenit, por 3 a 1. Corre o tempo todo, voltou a ser o líder da equipe e tem sido constantemente elogiado pela imprensa do país.

No Spartak Moscou, que começou uma reação tardia na Premier Liga – mas que ao menos será recompensado com uma vaga na Liga Europa -, Welliton e Alex são os dois maiores responsáveis. O primeiro é o artilheiro do torneio, com 18 gols, enquanto o segundo é o grande organizador do time e cérebro no esquema montado por valery Karpin.

Alex, porém, perderá o final da temporada com uma lesão muscular. Ainda tem chances de retornar antes, mas a situação ainda está indefinida.

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Equipe Trivela

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