Leste Europeu

Preocupação permanente

A Eurocopa de 2012 se tornou um enorme problema para a Uefa. Ao escolher Polônia e Ucrânia para sediarem a competição, o presidente da entidade, Michel Platini, pretendia agradar os países periféricos que o elegeram e também expandir os torneios oficiais para outras nações. Hoje, o francês deve estar arrependido da escolha pelos ucranianos.

A permanência da Ucrânia chegou até a estar ameaçada, dado os atrasos das obras dos estádios e de infra-estrutura. Com o passar do tempo, a Uefa tentou amenizar o problema e confirmou a indicação. Nesta semana, porém, duras críticas voltaram a ser feitas pela própria entidade.

Markiyan Lubkivskyi, representante do comitê organizador da Uefa, afirmou que o novo governo ucraniano precisa demonstrar um avanço significante na preparação para o torneio em um futuro próximo. “A Uefa acredita que o novo governo esteja trabalhando duro, mas a implementação de preparação para o campeonato continua em meio a circunstâncias complexas e críticas, pois muito tempo foi perdido”, afirmou. O presidente Viktor Yakunovych assumiu a presidência da Ucrânia em fevereiro.

Um dos maiores problemas está na capital Kiev, onde as obras do novo estádio estão muito atrasadas. Além dela, outras três cidades receberão partidas da Euro 2012: Kharkiv, Lviv e Donetsk. A Uefa já pediu ao governo ucraniano melhoria nas estradas, aumento do número de hotéis e dos aeroportos.

Além de todos os problemas que já haviam no país, com a recessão global causada pela crise financeira mundial a Ucrânia sofreu muitas perdas na economia local – redução de 15% em 2009, fato que levou o ex-presidente Viktor Yushchenko a perder as eleições.

O atual mandatário, Yakunovych, tem feito insistentes pedidos a investidores estrangeiros para ajudarem nas obras que precisam ser feitas no país. Aproveitou para criticar duramente o governo anterior, por tentar organizar a competição somente com dinheiro estatal.

Para tentar contornar a situação, o presidente criou um grupo especial dentro do Governo para cuidar da Euro 2012, composto pelo primeiro-ministro Mykola Azarov, o ministro do Exterior, Kostyantyn Hryshchenko, e o ministro do Interior, Anatoliy Mohilev.

Gazprom no Milan?

Nesta semana, a Gazzetta dello Sport noticiou que a Gazprom, uma das maiores companhias do mundo, estaria interessada em adquirir de 25% a 30% do Milan, por algo em torno de US$ 180 milhões. O presidente do clube e premiê italiano, Silvio Berlusconi, é um velho amigo do primeiro ministro russo, Vladimir Putin.

A Gazprom fez questão de divulgar uma nota negando a informação. Disse que em momento algum conversou com alguém do Milan sobre o assunto.

“Esses rumores não possuem qualquer base. Se fôssemos sonhar com isso, seria com o Barcelona, e somente com o Barcelona, não com o Milan. Aí, nesse caso, os sonhos do Andrei Arshavin quando deixou o Zenit teriam se tornado realidade”, afirmou o CEO da Gazprom, Alexey Miller, lembrando também do episódio da venda do atacante Arshavin para o Arsenal, apesar de sua vontade em se transferir para a Catalunha.

A empresa, uma das maiores exploradoras de gás natural do planeta, tem o controle majoritário do Zenit St. Petersburg e é a principal patrocinadora do Schalke 04, da Alemanha.

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Equipe Trivela

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