Leste Europeu

Piast Gliwice viveu seu conto de fadas e foi campeão da Polônia pela primeira vez

A chegada do Piast Gliwice à Ekstraklasa, várias consoantes que significam a primeira divisão do futebol polonês, mal completou dez anos. O clube fundado em 1945, e que passou por diversas fusões e mudanças de nome até chegar à configuração atual, ainda foi rebaixado em 2010. Na última temporada, escapou de uma nova queda ganhando um confronto direto na rodada final. E nesta segunda-feira, acordou campeão da Polônia pela primeira vez em quase 74 anos de história.

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“Um clube de tamanho pequeno para médio”, Legia (Varsóvia)”. Ele quase acertou. Segundo Lech Poznan, segundo colocado da lista, teve 75 milhões de zlotys à disposição.

De acordo com a avaliação do site especializado Transfermarkt, o elenco do Piast Gliwice é apenas o quinto mais valioso da Polônia, em estimados € 6,8 milhões, contra € 37,35 milhões do Legia e € 20,5 milhões do Lech Poznan. A equipe conta com veteranos como Tomasz Jodlowiec, emprestado pelo Legia depois de conquistar cinco dos seis títulos anteriores da Ekstraklasa; o desconhecido espanhol Gerard Badía, ponta esquerda e capitão; e o meia inglês Tom Hateley, filho de Mark Hateley, que defendeu o Milan, foi campeão francês pelo Monaco e uma lenda do Rangers.

E como o Piast Gliwice conseguiu? Bom, ajudou a fase não muito boa dos seus principais adversários. O Lech Poznan quase não passou à fase final do campeonato, na qual os oito primeiros brigam pelo título, enquanto os oito últimos tentam fugir do rebaixamento. O Lechia Gdansk passou com a melhor campanha, empatado com o Legia Varsóvia, mas ambos caíram de rendimento na reta final, enquanto o Gliwice brilhou com seis vitórias um empate no grupo do título – e 13 triunfos em 16 rodadas desde fevereiro.

“Nossa liga se tornou tão média que a receita para vencer está cada vez mais óbvia. Tudo que você precisa é de uma simples mistura: um técnico sólido que conhece bem o jogo, jogadores ambiciosos, jogando com o coração, e alguma sorte”, escreveu o editor do Przeglad Sportowy. “O Piast ridicularizou o futebol polonês nesta temporada. Tirou a importância das discussões sobre orçamento e transferências pomposas. Eles (Legia e Lech) buscam treinadores-mágicos em outros países, debatem conceitos e, acima de tudo, estão constantemente pagando demais. O lindo sonho do Piast, que acabou de se realizar diante dos nossos olhos, mostra que tudo que é bom pode também ser barato”.

A campanha mudou de rumo para o Piast Gliwice na retomada após a pausa de inverno, em fevereiro. “Ainda não sei exatamente o motivo, mas tudo meio que começou a dar certo no momento certo”, explicou Hateley, ao The First News. E dois resultados foram importantíssimos nessa sequência. O Gliwice mostrou que falava a sério sobre ser campeão quando ganhou do Legia, fora de casa, por 1 a 0, no começo de maio. E, na rodada seguinte, quando arrancou uma vitória contra o Jagiellonia Bialystok.

Arrancar não é figura de linguagem. O Piast Gliwice vencia até os 44 minutos do segundo tempo, quando o Jagiellonia empatou, com Jesús Imaz. Dois minutos depois, Jodlowiec voltou a colocar o Gliwice em vantagem, mas, aos 49, o Jagiellonia teve um pênalti a seu favor. O próprio Imaz cobrou, mas o goleiro Jakub Szmatula fez a defesa. Chegando à última rodada com dois pontos de vantagem para o Legia, o Gliwice assegurou o título com vitória por 1 a 0 sobre o Lech Poznan, gol solitário de Piotr Parzyszek, artilheiro do time com nove tentos no certame.

Além de um conto de fadas, o título foi uma redenção para o técnico Waldemar Fornalik, técnico da Polônia entre 2012 e o ano seguinte, quando foi confirmado que o país não disputaria a Copa do Mundo do Brasil. Agora, ele terá a chance de comandar o time em busca de outro sonho: chegar à fase de grupos da Champions League.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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