Leste Europeu

Pavlyuchenko: exemplo a ser seguido

Muitas pessoas gostam de analisar o potencial de uma seleção pela quantidade de jogadores que atuam nas principais ligas européias. Obviamente que esse não é o caso de Itália, Alemanha, Inglaterra e Espanha, mas aplica-se para praticamente todas as outras do mundo. Nesse contexto, muitos não apostavam na Rússia na última Eurocopa, afinal, somente um atleta não atuava na Premier Liga. O resultado todos já conhecem.

Essa coluna há tempos tenta mostrar que os jogadores russos têm potencial de sobra para jogarem nos campeonatos espanhol, italiano, inglês ou alemão – para ficar com os quatro mais importantes. Porém, o que falta a eles é motivação para deixar o país, a qual, para a maioria dos jogadores se traduz como dinheiro. Os russos não precisam deixar os clubes nacionais para ganharem salários astronômicos.

No entanto, essa falta de ambição é criticada por ex-jogadores que brilharam na Europa, assim como pelo treinador da seleção, Guus Hiddink. O holandês sempre ressaltou a importância da experiência internacional, algo que, na visão dele, era a principal carência de sua equipe.

Por isso que a transferência de Roman Pavlyuchenko para o Tottenham pode ter um efeito cascata extremamente positivo para o futebol russo. O sucesso do artilheiro do Spartak Moscou e da Rússia na Euro é fundamental para mostrar a todos os outros atletas do país a importância de se buscar novos ares, novas experiências, ajudar o futebol local a evoluir.

Em 2006, Aleksandr Kerzhakov também foi jogar fora. Contratado pelo Sevilla, à época treinado por Juande Ramos, que agora comandará Pavlyuchenko nos Spurs, Kerzhakov chegou com moral no clube andaluz. Virou titular, marcou alguns gols e vivia um bom momento, quando o técnico espanhol deixou a equipe. O rendimento do atacante caiu e passado pouco tempo, foi negociado com o Dynamo Moscou.

Há poucas semanas, outro jogador da seleção retornou para a Rússia. Ivan Saenko, que na Euro era o único que não jogava na Premier Liga, deixou o Nuremberg e foi contratado pelo Spartak Moscou.

A força das equipes russas é tão grande, que clubes como o Zenit, bancado pela gigante Gazprom, é capaz de pagar € 30 milhões pelo meia português Danny, que estava no Dynamo. Trata-se da maior transferência do futebol nacional em todos os tempos, quase dobrando o que foi pago pelo próprio Dynamo ao Porto (€ 16 milhões), pelo volante Maniche.

Isso que Danny, de 25 anos, estreou na seleção portuguesa apenas há poucas semanas, por mais que ele tenha mostrado consistência pela equipe da capital nas últimas temporadas. Sem falar, também, na manutenção por parte do Zenit do meia-atacante Andrei Arshavin, cobiçado por diversos clubes, mas que teve todas propostas recusadas pelo clube, que participará pela primeira vez da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Citar exemplos de jogadores russos que poderiam figurar nos principais times europeus é fácil: Akinfeev e Zhirkov (CSKA Moscou); Malafeev, Anyukov, Zyryanov, Arshavin e Pogrebnyak (Zenit); Bylyaletdinov e Torbinskiy (Lokomotiv). Enfim, exemplos são muitos, além dos diversos estrangeiros que atuam na Premier Liga e tornam a competição cada vez mais interessantes e competitiva.

Liga dos Campeões

Confira os resultados finais da terceira fase preliminar da Liga dos Campeões, com os classificados da antiga União Soviética avançando. Somente Kaunas e Spartak Moscou ficaram pelo caminho e não disputarão a fase de grupos.

BATE Borisov-BLR 1×1 Levski Sofia-BUL [ida: 1×0] Kaunas-LIT 0x2 Aalborg-DIN [ida: 0x2] Dynamo Kiev-UCR 4×1 Spartak Moscou-RUS [ida: 4×1] Dinamo Zagreb-CRO 1×3 Shakhtar Donetsk-UCR [ida: 0x2]

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Equipe Trivela

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