Leste Europeu

Para embalar

A última temporada foi desastrosa para o Spartak Moscou. A oitava colocação deixou o time longe das competições europeias mais uma vez e enfureceu os torcedores, que não agüentam mais ver alguns de seus rivais se manterem na briga pelos títulos nacionais. Para este ano, a expectativa no clube era que o técnico Michael Laudrup acertasse o time e, com os reforços que chegaram, entrasse para valer no torneio.

O começo de temporada, porém, não foi dos mais animadores. Após um empate duro com o Zenit na estreia, veio uma decepcionante derrota para o Kuban, em Krasnodar, por 1 a 0. Parecia que os fantasmas do ano passado voltariam, quando o Spartak perdia pontos fáceis. A terceira partida, contra o Spartak Nalchik, em Moscou, carregava um certo peso já sobre os atletas.

Por isso a vitória por 2 a 0 foi tão importante. Deu moral para o time e afastou a possibilidade de um início de crise. Mais: contou com uma ótima atuação do meia Alex, que perdera um pênalti na partida anterior e desta vez foi o autor de um dos gols – Welliton fez o outro, após muito tempo sem balançar as redes na Rússia, devido sua lesão sofrida em 2008.

Alex chegou do Internacional por € 5 milhões como a principal contratação do Spartak Moscou para esta temporada. O meia teve o auge da carreira no ano passado, quando cavou seu espaço na Seleção Brasileira, também. Foi seduzido pela proposta milionária dos russos, algo mais difícil de ocorrer à medida que os anos passariam (ele tem 27).

Mas ao que parece, Alex tem conseguido se adaptar facilmente à vida na Rússia. Ele admite que treinar e jogar sob as baixas temperaturas do país não é fácil – nesta época do ano varia, dependendo da região, entre -10ºC e 5ºC. Porém, o técnico Laudrup tem sido fundamental nesse processo.

O dinamarquês privilegia o ataque à defesa, e tem escalado Alex como um segundo atacante, assim como ele já vinha jogando no Internacional, fazendo parceria com Welliton. Além disso, a defesa está muito bem armada com Pletikosa no gol e os fortes zagueiros Fathi e Jiranek. No meio, Saenko (que tem jogado mais recuado mesmo) e Bystrov têm dado conta do recado na armação.

O outro brasileiro do elenco, e também contratação para esta temporada, Rafael Carioca, ainda não conseguiu se firmar totalmente – até porque a concorrência no setor é maior para ele. O ex-gremista começou como titular, perdeu a posição no segundo jogo e voltou aos 11 titulares contra o Spartak Nalchik.

O número de estrangeiros em campo tem sido, inclusive, uma limitação para Laudrup. Na Rússia são permitidos seis em campo, e na visão do treinador, sete seriam titulares. “Não vejo nenhum problema nos limites de jogadores estrangeiros no Campeonato Rusdso. Temos sete no Spartak que merecem ser titulares: Welliton, Alex, Pletikosa, Rafael Carioca, Clemente Rodríguez, Jiranek e Fathi. Temos permissão para colocar somente seis em campo, então precisamos deixar apenas um de for a”, afirmou o treinador.

De qualquer modo, o Spartak Moscou fez uma boa preparação e, se conseguir manter um bom ritmo, algo que lhe atrapalhou muito em 2008, deve brigar pelo título com Zenit, CSKA Moscou e Rubin Kazan.

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Equipe Trivela

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