Leste Europeu

Os outros que decidirão

No começo da temporada da Vyscha Liga, como não poderia deixar de ser, todos apontavam Shakhtar Donetsk e Dynamo Kiev favoritos ao título. Até porque, a última vez que os dois clubes não estiveram entre os dois primeiros, foi na longínqua temporada 1995/96, quando o Dynamo foi campeão, com o Chornomorets Odessa vice.

O Dnipro Dnipropetrovsk chegou a ameaçar a hegemonia da dupla neste ano, mas caiu na reta final. Com isso, faltando três rodadas para o término da competição, o Shakhtar lidera com 65 pontos, um a mais que o grande rival.

A equipe de Donetsk começou com tudo o torneio, tendo uma seqüência de vitórias impressionante. No entanto, após a precoce eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões, o time caiu muito de produção. Agora, no final, voltou a apresentar um bom futebol.

Já o Dynamo foi o contrário. Começou muito mal, tropeçando e ocupando posições intermediárias na tabela. Com a chegada do técnico Yuri Semin e a saída de vários atletas, entre eles alguns brasileiros e provocada pela saída da LC também, a equipe melhorou e rapidamente alcançou o topo.

Como, atualmente, Shakhtar e Dynamo estão, teoricamente, no mesmo nível técnico, para prever algo na Vyscha Liga é melhor analisar os adversários dos dois até a última rodada. Na prática, eles serão o fiel da balança e o principal fator na decisão do campeonato.

Em Donetsk, o Shakhtar começa sua tripla jornada ao título contra o Kryvbas, que atualmente ocupa apenas a 12ª colocação, mas ainda tem chances matemáticas de ser rebaixado. Na seqüência, enfrenta o Kharkiv em uma viagem curta e rápida. Assim como o adversário anterior, o Kharkiv também está na briga para fugir definitivamente da segunda divisão – está na 13º posição.

Na última rodada, o clássico de Donetsk contra o Metalurh – 10º colocado e sem qualquer pretensão ou temor – pode ser o jogo do título.

O Dynamo, por sua vez, enfrenta na próxima rodada o lanterna da Vyscha Liga e virtualmente rebaixado, Zakarpattya, que tem apenas 18 pontos ganhos, fora de casa, no extremo oeste do país, na divisa com a Eslováquia e perto da Hungria. Depois recebe no Valeriy Lobanovsky o Vorskla, nono colocado.

Por fim, o Dynamo vai até Kharkiv encarar o Metalist, que luta para assegurar o terceiro lugar e a vaga na Copa Uefa.

Conclusão: na teoria, o caminho do Dynamo Kiev é ligeiramente mais complicado do que o percurso que fará o Shakhtar Donetsk. Façam suas apostas.

Não muda o assunto

Na Rússia, o Rubin Kazan segue com sua campanha impecável. Pela sétima rodada, a equipe viajou até Moscou e, com muita confiança e personalidade, bateu o Dynamo por 2 a 0, gols de Semak e Kvirkvelia. Agora são sete vitórias em sete jogos, novo recorde da Premier Liga russa.

A segunda posição é ocupada por Lokomotiv e o próprio Dynamo, com 14 pontos, seguidos por Amkar (13) e CSKA (11). A lanterna segue com o decepcionante Moscou, que tem apenas quatro pontos – por sinal, a permanência de Oleg Blohkin no cargo já está ameaçada.

O Rubin, por sua vez, recebe o Spartak Moscou na próxima rodada. Será o segundo confronto da trinca moscovita que a tabela preparou para a equipe – depois vem o Moscou. Três vitórias nesses jogos terão um significado especial. Algo do tipo: “não viemos para brincar”, ou ainda, “somos fortes com os grandes também”.

Oito vezes

Uma equipe se tornar octocampeã nacional é difícil em qualquer liga do mundo, independente do nível da competição. Isso significa, na prática, um domínio incontestável no país.

Pois no último final de semana, o Sheriff Tiraspol conquistou seu oitavo título do Campeonato Moldavo seguido, após golear o Tiligul Tiraspol por 4 a 0. O clube foi a 69 pontos, 16 a mais que o Dacia Chisinau, restando quatro rodadas para o final do torneio.

Com o título, o Sheriff se igualou ao Zimbru Chisinau como maior vencedor da liga, criada em 1992, após a independência do país. Além da dupla, apenas o Konstruktorul Chisinau levantou a taça, em 1997 – ano em que, curiosamente, foi fundado o Sheriff.

Na próxima temporada, o time vai novamente entrar na fase preliminar da Liga dos Campeões, mais especificamente na primeira rodada. E, claro, tentar o que tem sido bem impossível nos últimos anos: buscar a sonhada vaga na fase de grupos. Vão precisar de algo além dos sonhos para tal feito…

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Equipe Trivela

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