Leste Europeu

O futuro de Kléber

Kléber foi um dos principais destaques do Campeonato Brasileiro. Pelo Palmeiras, o jogador conquistou a confiança da torcida e se tornou um dos artilheiros do time. Sua contratação foi feita sem alarde, mas agora sua permanência no Brasil se tornou um imbróglio enorme. Tanto que o futuro do jogador, já com 2009 em andamento, segue totalmente indefinido.

Quando foi contratado pelo Dynamo Kiev, em 2004, então com 21 anos, Kléber era uma boa revelação do São Paulo. No entanto, ainda não era um talento reconhecido. Na Ucrânia, ralou muito e aos poucos foi cavando seu espaço no time. Depois de quase cinco temporadas pelo Dynamo, o atacante brasileiro disputou 74 partidas pelo Campeonato Ucraniano e marcou 28 gols. Pela Copa da Ucrânia, foram mais 16 gols, enquanto na Liga dos Campeões ele passou em branco nos 15 jogos que disputou. Foi, ao menos, bicampeão ucraniano e tri da Copa nesse período.

Nunca foi um jogador fundamental para o Dynamo, mas por sua disposição e vontade em campo, tinha muito carisma com a torcida. Algo que, agora, com toda essa enrolação sobre o futuro, parece ter mudado. Desde que retornou ao Brasil, Kléber insiste que não pretende voltar para a Ucrânia. Muitos jogadores brasileiros não acreditam, mas esse tipo de declaração chega lá. Acham que, por estarem em casa, podem falar o que quiser. E não é bem assim.

Nesta semana, o site oficial do Dynamo Kiev colocou a seguinte enquete no ar: o que você pensa sobre o futuro de Kléber? Até a manhã desta quinta-feira, as respostas eram as seguinte: Retornar para o Dynamo Kiev – 2235 votos (10.34%), Estender seu empréstimo – 10172 votos (47.05%) e Vendê-lo para outro clube – 9212 (42.61%). Não é preciso ser doutorando para entender os números.

Isso sem falar que, se realmente voltar para a Ucrânia, o brasileiro chega para ser reserva do guineano Ismael Bangoura e do ucraniano Artem Milevsky.

Assim, Kléber segue em uma indefinição que pode ser muito prejudicial para sua carreira. O Palmeiras, que ainda sonha com o tal grupo italiano, não tem os US$ 8 milhões que o presidente Ihor Surkis quer. Ele, inclusive, tem fama de ser difícil negociador, apesar de ser um admirador do futebol brasileiro. Já o Corinthians, que pinta como segunda opção para continuar no Brasil, até agora não mostrou a que veio.

Kléber tem que se reapresentar no sábado em Kiev e seu retorno é aguardado pelo Dynamo. Tanto o jogador, como seu representante, Giuseppe Dioguardi, dizem que ele segue no Brasil. A ver.

Zico no CSKA

A notícia foi dada pelo Sport-Express na semana passada. Zico está muito próximo de ser anunciado como novo técnico do CSKA Moscou, no lugar de Valery Gazzaev, que deixou o clube após quase cinco anos. O atual técnico do Bunyodkor, do Uzbequistão, já teria acertado sua saída da equipe, que agora negocia com os russos.

Enquanto isso, vale a pena analisar o que pode acontecer, tanto para o brasileiro, como para o CSKA se tudo der certo.

Evgeni Giner, presidente do Exército Vermelho, é fã confesso do futebol brasileiro. Nos últimos anos, levou diversos jogadores daqui para lá e até mesmo acertou com o preparador físico Paulo Paixão. Para sua felicidade, tudo isso tem dado muito certo, já que coincidiu com o período mais vitorioso da história da clube – desde 2003 venceu uma Copa Uefa, três campeonatos russos e quatro copas da Rússia.

Zico, certamente, terá um ambiente tranqüilo para trabalhar. Levar mais brasileiros para Moscou não será um problema – o atual elenco conta com Ramón, Daniel Carvalho, Ricardo Jesus e Vagner Love. E apesar do pouco tempo de profissão, Zico já mostrou bons trabalhos com a seleção japonesa e o Fenerbahçe.

O time, sob o comando de Gazzaev, se acostumou a jogar em um 3-5-2 com muita força pelas laterais. A formação mais comum era com três zagueiros fixos, três volantes – sendo que um saía mais para o jogo –, dois alas que apoiavam muito e dois atacantes. Em 2008, com a descoberta de Alan Dzagoev, esse segundo atacante virou meia, e Love passou a ser a única referência na frente. Krasic, pela direita, e Zhirkov, pela esquerda, eram as outras referências ofensivas.

Com Zico, provavelmente o CSKA vai ficar mais ofensivo, algo que faltou, principalmente, nas participações na Liga dos Campeões. E para sorte do treinador brasileiro, a equipe já está garantida na próxima fase de grupos da LC – sem falar que encara o Aston Villa na próxima fase da Copa Uefa, em fevereiro.

De qualquer modo, devemos esperar o fim das negociações para ver se tudo vai dar certo, mesmo. A aposta deste colunista é que, se Zico for o novo treinador do CSKA Moscou, 2009 será um ótimo ano para o Exército Vermelho.

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Equipe Trivela

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