Leste Europeu

Não acabou para a Rússia

Calma, muita calma nessa hora. A goleada sofrida pela Rússia para a Espanha na estréia da Euro não foi o fim do mundo, mas deve ser analisada com atenção pela comissão técnica. Principalmente pelo técnico Guus Hiddink, cujas mudanças radicais no esquema de jogo e no sistema defensivo foram fundamentais na derrota.

Durante as eliminatórias, o ponto forte da seleção russa sempre foi a defesa. Com a base do CSKA Moscou, ela sempre se mostrou segura e muito entrosada.

Akinfeev, Anyukov, Vasili Berezutski, Ignashevich e Alexei Berezutski foi a formação mais utilizada. Akinfeev, Anyukov, Shirokov, Kolodin e Zhirkov foi a que começou jogando contra os espanhóis. Detalhe importante: esta última nunca havia sido utilizada.

Resumo do jogo contra a Espanha: se aproveitando da falta de entrosamento da defesa, os dois primeiros gols saíram com toques por trás dos zagueiros; Kolodin, lateral-esquerdo de origem, falhou em dois lances de gols também; Zhirkov, meia ou ala como posição natural, atacou muito e deixou um buraco na esquerda da defesa.

Não é preciso ser um gênio de táticas para perceber que, desta vez, Guus Hiddink errou. Além disso, adiantou demais o volante Bilyaletdinov, que ficou perdido tentanto atacar. Semak, à frente da defesa, foi um horror. Semshov e Sychev não sabiam que posição de campo ocupar. No intervalo, colocou Bystrov e 20 minutos depois tirou ele.

Hiddink é um treinador espetacular, um dos melhores do mundo, mas esta terça-feira ele certamente vai preferir apagar de sua memória. Sua equipe foi um verdadeiro desastre. Ele tentou surpreender os espanhóis, com um esquema mais ofensivo do que o normal que vinha jogando a Rússia. Acabou massacrado por um ataque Silva-Villa-Torres envolvente.

Porém, mesmo assim mostrou alguns pontos positivos. Akinfeev não falhou em nenhum lance; Zhirkov, ao menos no ataque, foi o jogador mais criativo do time – prova de que ele tem que jogar como ala ou extremo no meio; e Pavlyuchenko pode suprir bem a ausência de Pogrebnyak.

De qualquer forma, uma derrota para a Espanha já estava dentro dos planos. O maior objetivo da Rússia é a segunda vaga do Grupo D. Grécia, no sábado, e Suécia, na próxima quarta-feira, irão definir o futuro desta boa seleção russa.

A equipe, sem dúvida, pode melhorar muito. Hiddink é inteligente o suficiente para perceber os erros cometidos pelo time e arrumar a defesa. Que esta derrota fique no passado e suas lições sejam usadas para o presente.
 

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Equipe Trivela

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