Leste Europeu

Mesmo perseguido pelas lesões, Rosicky segue em frente e volta a marcar pelo Sparta Praga após 17 anos

Quando Tomás Rosicky acertou o seu retorno ao Sparta Praga, no início da temporada 2016/17, parecia se reencontrar com a sua história. Voltava ao clube onde começou a sua trajetória, pronto para oferecer os últimos lampejos de sua carreira. Em uma liga de menor exigência, as expectativas eram de que o meia sobrasse. No entanto, os velhos fantasmas voltaram a persegui-lo. Sofrendo com as lesões, disputou um mísero jogo a temporada inteira, ficando em campo por 20 minutos. Apesar da luta constante pela recuperação, o veterano não desistiu de seu sonho e seguiu em frente. Em forma, começou a jogar com um pouco mais de frequência, saindo do banco de reservas. E neste domingo pôde comemorar, com seu primeiro gol com a camisa do Sparta desde 2000.

Rosicky começou entre os titulares contra o Karviná, pelo Campeonato Tcheco. Foi a primeira vez que figurou no 11 inicial de qualquer equipe desde a Euro 2016. Além disso, encerrou um jejum de 15 meses sem balançar as redes. O tento pode não ter sido tão bonito assim, em um lance marcado mais pelo oportunismo, com o camisa 10 aparecendo na área para completar o cruzamento de David Lafata. Ainda assim, foi bastante importante, e não só por abrir o caminho na vitória dos grenás por 2 a 0. A alegria do velho ídolo representa bem o seu alívio.

Comandado por Andrea Stramaccioni, o Sparta Praga não começou tão bem o Campeonato Tcheco. O time venceu três de seus primeiros seis jogos e aparece na quarta colocação, já sete pontos atrás do Viktoria Plzen, líder com 100% de aproveitamento. O ressurgimento de Rosicky, de qualquer maneira, pode representar bastante aos grenás. E a primeira grande chance já vem no próximo final de semana, quando a equipe fará o clássico contra o Slavia Praga. Quem sabe, para o Pequeno Mozart se eternizar um pouco mais entre os seus torcedores.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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