Leste Europeu

Malcom foi recebido no Zenit da pior maneira possível: com racismo

Malcom fez a sua estreia pelo Zenit, no último fim de semana, entrando aos 27 minutos do segundo tempo do empate por 1 a 1 contra o Krasnodar. Ao entrar em campo, foi recepcionado por parte da sua torcida da pior maneira possível. Segundo os jornais AS, L’Equipe e A Bola, uma faixa foi aberta nas arquibancadas com os dizeres “Obrigado aos diretores pela fidelidade às tradições”, uma afirmação irônica que faz referência à resistência do clube a contar com jogadores negros.

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Na época em que o clube quebrou o tabu contratando o brasileiro Hulk, e outros jogadores negros como Axel Witsel, um grupo de torcedores do Zenit emitiu um comunicado dizendo que viam a ausência de jogadores negros no clube como uma “importante tradição” e que preferiam “jogadores de nações irmãs eslavas, como Ucrânia e Belarus, assim como dos estados Bálticos e da Escandinávia. Temos a mesma mentalidade e passado histórico e cultural dessas nações”. O manifesto também os colocava contra a contratação de jogadores homossexuais.

O Zenit ainda não se manifestou sobre o assunto. O Corinthians manifestou apoio ao seu ex-jogador, cujo nome foi homenagem a Malcolm X, importante líder do movimento negro nos Estados Unidos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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