Leste Europeu

Lesões que comprometem

O lance foi casual, mas o brasileiro poderia ter evitado. Ainda no primeiro tempo do clássico entre Spartak e CSKA Moscou, disputado no Luzhniki no último domingo, o atacante Welliton disputou uma bola no ar com Igor Akinfeev e deixou o corpo sobre o goleiro. Na queda, Akinfeev sentiu seu joelho esquerdo girar. A dor foi insuportável, e deixando o campo na maca o russo já sabia que ficaria fora por muito tempo.

Em 2007, o goleiro rompeu todos os ligamentos do joelho. Desta vez, ao menos, a lesão foi menos grave, mas o deixará afastado dos gramados por seis meses.

A notícia foi terrível para o CSKA. Afinal, perdeu seu goleiro titular e capitão do time. Tanto que, rapidamente, se movimentou no mercado e trouxe de volta Vladimir Gabulov, tirado da reserva do Dynamo Moscou pelo Anzhi e já emprestado ao time do exército. Porém, no mesmo jogo, no intervalo, Keisuke Honda também teve que ser substituído. E ao longo da semana as dores de cabeça do técnico Leonid Slutsky aumentaram.

Levado para exames em Barcelona, Honda teve diagnosticado rompimento parcial do menisco do joelho direito. Previsão: dois a três meses fora.

Com isso, o atual líder do Russão e classificado à fase de grupos da Liga dos Campeões, onde enfrentará Internazionale, Lille e Trabzonspor, vê toda sua temporada comprometida. Gabulov é seguro, sempre demonstrou muito potencial, mas não vingou na carreira. Estava encostado no Dynamo e agora terá mais uma chance no CSKA, onde atuou entre 2004 e 2006. Mas a defesa sentirá demais a ausência de seu líder no gol.

Já no meio-campo, a saída de Honda será um pouco menos sentida, já que, agora, Zoran Tosic e Alan Dzagoev ficam entre os titulares. Até então, Slutsky vinha revezando os atletas nas posições abertas da linha de quatro no meio. Contra o Spartak, o japonês começou o jogo como volante, inclusive, para dar espaço aos outros meias na equipe titular – além deles, Mark González ainda está fora, também machucado.

Aliado a isso, o CSKA sofre com as faltas de opções no ataque. Seydou Doumbia, iluminado nesta temporada, tem ao seu lado um irregular Vagner Love. No banco, ninguém. Tomás Necid, uma boa opção, está lesionado há semanas.

Assim, um velho problema do CSKA Moscou que tenho apontado desde o início da temporada se mostra mais claro agora: a falta de elenco. Na comparação com o Zenit São Petersburgo, por exemplo, seu maior rival na busca pela taça, a diferença é gritante.

Mudança de presidente no Rubin

Por mais que o Rubin Kazan não fosse favorito diante do Lyon, nos play-offs da Liga dos Campeões, para boa parte das pessoas que acompanham futebol, todos no clube imaginavam que a vaga na fase de grupos pela terceira temporada seguida era algo real. A derrota na França por 3 a 1, combinada com o empate em 1 a 1 no Tartaristão, impediu o time russo de seguir adiante na LC.

O resultado provocou mudanças nas estruturas do clube. Como a equipe comandada por Kurban Berdyev, que é também vice-presidente, já não vinha apresentando bons resultados no Campeonato Russo, o conselho de diretores optou pela troca de presidente: sai Alexander Gusev e entra Dmitriy Samarenkin.

Gusev, na verdade, foi realocado dentro do clube, se tornando assistente da diretoria. Enquanto isso, Samarenkin chega com plenos poderes e com experiência vitoriosa em outra modalidade esportiva. Ele foi presidente do Dynamo Kazan entre 2007 e janeiro deste ano, quando conquistou o pela primeira o Campeonato Russo e o Mundial de Clubes. Desde então, tinha assumido também o comando da diretoria da seleção russa de hóquei. Agora, terá a missão de recolocar o Rubin nos trilhos.

“Vocês sabem que trabalhando com o Dynamo Kazan conquistamos tudo que podíamos. Vencemos a Copa da Rússia, o Campeonato Russo, a Champions e o Mundial, ou seja, ficamos no topo do mundo. Acredito que conquistar tudo isso no futebol é incrivelmente difícil, mas vamos seguir com esse intuito”, afirmou o novo presidente do Rubin Kazan em sua primeira coletiva de imprensa.

Com 38 pontos, oito a menos que os líderes CSKA e Zenit, após 22 rodadas, a equipe do Tartaristão precisará melhorar muito para, no mínimo, brigar pelo título. Já na Liga Europa, com o Grupo A bem acessível, ao lado de Tottenham, PAOK e Shamrock, é difícil imaginar que Berdyev, com seu esquema defensivo, conduza o time para algo além de uma classificação à fase seguinte.

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Equipe Trivela

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