Leste Europeu

Evolução à mostra

A Rússia é a sexta colocada no Ranking da Fifa divulgado nesta semana pela entidade que controla o futebol mundial. É a melhor colocação da seleção russa desde 1997, quando a equipe havia conquistado a vaga para a Copa do Mundo de 1994 e vinha de uma participação na Eurocopa de 96. Mas isso mostra alguma coisa? Sim.

Essa posição alcançada pelos russos é mais uma prova da evolução evidente do futebol no país. Por mais que esse ranking tenha várias contestações, ele é um indicativo dos times mais fortes do mundo. E a Rússia, hoje, pode ser incluída nesse grupo de seleções.

Principalmente desde a chegada de Guus Hiddink ao cargo de treinador em abril de 2006. O holandês recuperou a auto estima do time. Mostrou a todos que os russos podem voltar ao alto patamar que ocuparam nas décadas anteriores, quando a União Soviética era um dos times mais temidos do mundo.

Incentivou os jogadores a deixar o país e buscar novos desafios em outras competições europeias. Sempre acomodados com o ótimo salário que recebem em seu país, os atletas não almejavam uma transferência para o exterior. Preferiam a comodidade de atuar em casa. Isso, no entanto, resultava na falta de experiência internacional da seleção, que mesmo com um bom time, falhava contra adversários teoricamente mais fracos.

Hoje temos Arshavin no Arsenal, Pavlyuchenko no Tottenham, Zhirkov desejado pelo Chelsea, Kherzakov que passou pelo Sevilla, enfim, a mentalidade mudou. Assim como o discursos deles.

A postura também é outra. A Rússia, agora, encara a Inglaterra de igual para igual, como na histórica vitória em Moscou nas eliminatórias para a Eurocopa de 2008 – quando todo o planeta pôde conhecer essa redenção da seleção russa.

Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, ninguém afirma que no Grupo 4 a Alemanha já tem a primeira posição garantida. Isso porque os russos estão lá, grudados na classificação e com um jogo em casa contra os poderosos alemães. Não é impossível que a Rússia desbanque a Alemanha e garanta a vaga direta no Mundial. E se isso não acontecer, entra como favorita na repescagem.

Tudo isso sem falar no alto nível da Premier Liga russa e nos bons resultados alcançados pelas equipes do país nas competições europeias, casos de CSKA Moscou e Zenit St. Petersburg, que venceram recentemente edições da Copa Uefa.

No cenário nacional, cada vez mais estrangeiros de qualidade são atraídos para a competição, que mesmo com sérios problemas de corrupção, tem elevado o nível assustadoramente, colocando-se à frente de ligas tradicionais como as holandesa e portuguesa no ranking de coeficiente da Uefa.

Enfim, a evolução está aí e só não vê quem não quer.

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Equipe Trivela

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