Leste Europeu

Estamos velhos: Shevchenko agora é técnico de jogadores que o usaram no videogame

O Milan do início do século era uma grande time para se usar no videogame. Tinha tudo: zagueiros, laterais, meias e, na frente, um artilheiro como poucos no mundo. Era fácil jogar com Andriy Shevchenko. Lembro-me de ter feito meu primeiro gol no finado Winning Eleven com ele. E agora, Shevchenko vai comandar jogadores ucranianos que certamente adoravam jogar com ele nos videogames. O ex-atacante de 39 anos foi anunciado como o novo técnico da seleção ucraniana.

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Vamos passar rapidamente pelo currículo de Shevchenko como técnico: ele não tem nenhum. Foi assistente de Mykhaylo Fomenko durante a Eurocopa da França, da qual a Ucrânia foi eliminada com três derrotas, não fez um golzinho e ficou em último lugar. A aposta da federação, claramente, é na imagem gigantesca do jogador e em seu potencial para administrar o time nacional.

A comissão técnica do ex-jogador terá Mauro Tassoti, ex-assistente técnico do Milan, e Andrea Maldera, que também fazia parte do corpo técnico rossonero. Também terá o ex-número 2 do Dínamo Kiev, Raúl Riancho. Até que está em boa companhia.

“Minha primeira missão é criar uma verdadeira unidade que consiga nos levar a resultados. Também quero ajudar o time a reconquistar o respeito dos torcedores, com a qualidade do nosso desempenho. Vamos procurar jogadores jovens, mas meu principal critério será disciplina, organização, equilíbrio, compromisso e motivação”, disse Shevchenko, que defendeu a seleção ucraniana 111 vezes e marcou 48 gols.

Seu contrato é de dois anos. Terá as Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo para mostrar serviço. Está no Grupo I, ao lado de Croácia, Islândia, Turquia, Finlândia e Kosovo. Nada fácil. O primeiro jogo de Shevchenko como técnico será em 5 de setembro, em casa, contra a Islândia.

É oficial: estamos todos velhos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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