Leste Europeu

Diante da má fase, clube tcheco obriga seus jogadores a pegar em enxadas e pás

Tradicional clube tcheco, o Banik Ostrava passou por uma das maiores humilhações de sua história na última semana. A equipe caiu logo nas primeiras fases da Copa da República Tcheca, eliminada por um adversário da quarta divisão. A vergonha não foi aceita pelos torcedores, que invadiram o campo logo após o jogo e forçaram os jogadores a tirar suas camisas. Além disso, o time ainda está na última posição do Campeonato Tcheco, com apenas um ponto em cinco rodadas. Péssima situação que gerou uma punição sugestiva da diretoria, em especial do técnico Radomir Korytar.

Para colocar o seu elenco “na linha”, o comandante está forçando os seus atletas a realizarem trabalhos extracampo. Eles estão sendo obrigados a comparecer ao centro de treinamentos logo ao amanhecer, mas não para treinar. Korytar tem emprestado os jogadores a realizarem melhorias na estrutura do clube, fazendo o serviço de jardinagem e carpintaria. Com enxadas e pás nas mãos, vão trabalhando dobrado enquanto a má fase não passa.

“Desta forma os jogadores sabem o que vai acontecer caso não tenham um bom desempenho na sua profissão. Alguns jogadores aceitam com bom humor, mas outros queixam-se de dores nos braços, como o meia brasileiro Dyjan. O programa de trabalho tem como objetivo incrementar o espírito de equipe, numa tentativa de mobilizar as nossas forças para a recuperação”, afirmou o técnico, em entrevista ao jornal Sport.

Apesar dos trabalhos extracampo, os jogadores continuam treinando duas vezes por dia, para tentar superar o mau momento. Já ao retorno às partidas acontece apenas no próximo dia 14. O desgaste é maior, de fato. Mas agora os jogadores têm um motivo a mais para suarem durante os 90 minutos, na tentativa de se cansarem menos durante o resto da semana.

A dica veio do leitor Leandro Paulo. Valeu!

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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