Leste Europeu

Dia de Fla: Love arrebenta, Wellinton falha e CSKA dispara

Nos bastidores, dizem que Vágner Love não foi muito favorável ao seu retorno ao CSKA Moscou. No entanto, os novos rumos políticos do Flamengo e a possibilidade de abater uma dívida pesaram mais que a vontade do atacante. Coube ao veterano se resignar com a realidade. Voltou a receber o carinho dos moscovitas, embora deixasse para trás a idolatria dos cariocas.

Enquanto lamentava a perda de Love, a torcida rubro-negra ao menos comemorou outro negócio feito pelo clube no início do ano. Criticado pela falta de segurança transmitida e pelas sucessivas falhas, Wellinton também estava de partida para a Rússia. O zagueiro partiu por empréstimo ao Alania, em negócio que rendeu € 150 mil aos cofres do clube.

Nesta segunda-feira, Vágner Love e Wellinton se reencontraram pelo Campeonato Russo, desta vez em lados opostos. E pode se dizer que ambos foram os velhos conhecidos dos flamenguistas em Vladikavkaz. O atacante foi decisivo, enquanto o zagueiro abriu o caminho para a vitória do CSKA por 4 a 0.

Antes que Wellinton aprontasse das suas, Love começou a aparecer. O camisa 9 deu o passe para que Alan Dzagoev abrisse o placar, aos nove minutos. No início do segundo tempo, contudo, o defensor foi expulso. Dois minutos depois, Love não perdoou e ampliou a vantagem, marcando seu primeiro gol desde o retorno. E balançaria as redes novamente, desta vez cobrando pênalti. Nos acréscimos, Seydou Doumbia fechou a conta.

Com Vágner Love, o CSKA Moscou continua avassalador em território nacional e encaminha o título. Os Armeytsy emendaram a quarta vitória seguida e abrem oito pontos sobre o Zenit, segundo colocado. Já o Alania corre sérios riscos de rebaixamento. Na ponta inferior da tabela, a equipe soma apenas 12 pontos, três a menos que o Mordovia Saransk, penúltimo colocado. Nada que a torcida do Flamengo não preveria, individualmente falando.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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