Leste Europeu

Depois de se tornar o mais jovem a disputar uma Eurocopa, Kozlowski voltou à Polônia marcando um golaço em seu primeiro lance

Recordista na Euro 2020 aos 17 anos, o meio-campista da Polônia precisou de uma bola para reforçar seu talento

A Polônia não teve vida longa na Euro 2020, mas emplacou um recorde histórico com Kacper Kozlowski. O meio-campista de 17 anos se tornou o mais jovem atleta a disputar uma partida pela competição continental, superando a marca estabelecida dias antes por Jude Bellingham. E o polonês parece disposto a justificar a badalação ao redor de seu futebol nesta temporada. Apesar de algumas especulações, Kozlowski permanece no Pogon Szczecin. E foi um dos destaques na abertura do Campeonato Polonês neste final de semana, ao anotar um belo gol, segundos após sair do banco.

O Pogon Szczecin iniciou o Polonesão enfrentando o Górnik Zabrze – novo time de Lukas Podolski, que ainda não estreou. E os anfitriões não tiveram problemas de confirmar o favoritismo, com o triunfo por 2 a 0. Até pelas férias encurtadas por conta da participação na Euro 2020, Kozlowski começou no banco de reservas e entrou em campo aos 21 do segundo tempo. Logo no primeiro lance, mostrou a que veio com sua pintura. O adolescente tabelou na ponta esquerda, recebendo a devolução na linha de fundo. Dominou já aplicando uma finta que deixou o marcador no chão. Passou ainda por mais dois adversários, antes de mandar a bola na gaveta.

Além do Campeonato Polonês, o Pogon Szczecin também disputa da Conference League. A equipe empatou o primeiro duelo eliminatório contra o Osijek, da Croácia, com a volta marcada para a próxima quinta. A três meses de completar 18 anos, Kozlowski deve permanecer no clube pelo menos por mais esta temporada. De qualquer maneira, apresenta um futebol digno da precocidade na seleção e do interesse de grandes clubes – em rumores que envolvem equipes como Borussia Dortmund, RB Leipzig, Manchester United, Barcelona e Juventus.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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