Leste Europeu

Chegou a hora para a Rússia

Quando Guus Hiddink assumiu o comando da seleção russa, após sua boa campanha com a Austrália na Copa do Mundo, muitos acharam que ele estava fazendo uma loucura. Imaginem só, um treinador com o status do holandês ir treinar uma equipe em decadência como a Rússia… Pois, menos de dois anos depois, sua condição de treinador top permanece intacta. O que mudou, e para melhor, foi a seleção russa.

Ressaltar todo o passado glorioso da União Soviética no futebol é “chover no molhado”. Portanto, é sabido que a Rússia era uma espécia de gigante adormecido. Com Hiddink à frente da equipe, os russos voltaram a se orgulhar de sua seleção e, o mais importante, os jogadores voltaram a ter confiança.

Um marco dessa mudança foi a espetacular vitória sobre a Inglaterra nas eliminatórias da Euro. De virada, 2 a 1, em um estádio Luzhniki lotado. No final, a classificação para a Eurocopa, além de ter sido um prêmio por todo trabalho desenvolvido, foi a prova de que o país pode voltar a ter bons momentos no futebol.

Paralelo a tudo isso, os clubes russos também se reergueram. CSKA Moscou e Zenit conquistaram pela primeira vez um torneio europeu – Copa Uefa em 2005 e 2008, respectivamente. A Premier Liga russa, movida a muito dinheiro de antigas empresas estatais, se tornou um centro atrativo para jogadores do mundo inteiro e, consequentemente, seu nível subiu muito.

Ou seja, de forma bem resumida, a Rússia vive um de seus melhores momentos no esporte bretão em todos os tempos. A campanha nesta Eurocopa que começa no sábado pode ser decisiva para a continuidade desta fase.

Não que uma eliminação precoce vá destruir tudo que foi construído até agora – até porque Hiddink renovou seu contrato neste ano até 2010, de olho no Mundial da África do Sul. Mas é preciso aproveitar esse momento mágico de sintonia entre atletas, comissão técnica, dirigentes, torcida e imprensa.

Bola rolando

A Rússia está no Grupo D da Eurocopa, ao lado de Espanha, Suécia e a atual campeã Grécia – prova maior de que zebras acontecem. Ainda mais em um torneio extremamente equilibrado e difícil como a Euro (muito mais do que a Copa).

Na próxima terça-feira os russos estréiam diante da Espanha, em Innsbruck. Teoricamente, é o adversário mais difícil da chave e, sendo assim, uma derrota não seria um desastre. De qualquer modo é a estréia das duas equipes, algo que sempre tem um peso a mais.

Hiddink tem o desfalque certo de Andrei Arshavin para as duas primeiras partidas. De última hora ganhou a dúvida da presença de Pavel Pogrebnyak, que se machucou em um amistoso diante da Sérvia. O mais provável é que o artilheiro da última Copa Uefa fique de fora do jogo contra os espanhóis.

Com isso, a provável escalação da Rússia deve ser: Akinfeev, Anyukov, V. Berezutski, Ignashevich e A. Berezutski; Bilyaletdinov (Torbinskiy), Zyrianov, Zhirkov e Semak; Sychev e Pavlyuchenko – dupla de avantes reserva.

Na sequência do torneio, enfrenta a Grécia no dia 14, em Salzburgo, e Suécia dia 18, de volta em Innsbruck. Estes dois jogos, sem dúvida, são os mais importantes para a Rússia no torneio. Mas, até lá, já saberemos o resultado contra a Espanha e uma nova coluna virá.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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