Arshavin fica

“Recentemente, o Zenit, a pedido do atacante Andrei Arshavin, estava em negociações com o Tottenham Hotspurs sobre uma possível transferência. De acordo com o acertado, o time britânico deveria ter feito suas ofertas, que não foram consideradas antes, até 18 de agosto. O Zenit não recebeu nada até agora. Considerando a aproximação do final da janela de transferências e o fato de que essa situação incerta não nos permite achar uma reposição conveniente para Arshavin, o Zenit dá por encerrada as negociações com o Tottenham”.
Essa foi a breve explicação oficial emitida pelo Zenit St. Peterburg nesta semana. Poucas, mas objetivas linhas. Em síntese: Arshavin não será mais negociado e permanece na Rússia.
Maior destaque da seleção russa na Eurocopa, o jogador foi assediado por diversos clubes. O Barcelona fez uma proposta oficial (€ 15 milhões), rejeitada. O Tottenham, pelo visto, nem isso fez. Arshavin pediu para ser negociado, foi atendido pelo clube, que no entanto, não fez negócio. Agora, fica a questão: Arshavin terá motivação suficiente para seguir no Zenit e ajudar a equipe a se recuperar da Premier Liga e estrear na Liga dos Campeões?
A resposta para isso não passa pelo básico “ah, ele tem contrato, tem que cumprir e acabou”. As coisas não são tão simples assim.
Obviamente que ele vai cumprir seu contrato, tanto que ele sempre frisou que, qualquer transferência sua, precisaria do aval do clube. Porém, a situação mudou radicalmente. Arshavin foi muito valorizado e, aos 27 anos, teria sua grande chance de brilhar em um grande clube europeu. Não é por dinheiro, porque por isso, ele pode permanecer em São Petersburgo e ganhar muito mais. Dessa vez tudo se resume ao futebol.
O jogador já ganhou tudo que podia ganhar na Rússia e queria um novo desafio. Claro que jogar uma LC será uma experiência nova para ele, mas o Zenit, por mais surpreendente que seja, não vai brigar pelo título. “Ah, o Tottenham nem vai disputar a Liga dos Campeões”, dirão os mais céticos. Sim, mas vai cansar de enfrentar Manchester United, Chelsea, Liverpool, Arsenal…
Certamente os próximos dias serão vitais para a relação Zenit-Arshavin voltar a ser como era antes. Ou seja, de comprometimento e dedicação total.
Foi tarde
Enquanto uns ficam, outros vão embora tarde. Stanislav Cherchesov foi, finalmente, demitido do comando do Spartak Moscou. Após um primeiro turno muito instável na Premier Liga e o afastamento do maior ídolo do clube, Yegor Titov, além do meia Kalynychenko, o treinador não resistiu ao pífio desempenho na Liga dos Campeões.
Contra o Dynamo Kiev, maior rival histórico do Spartak, pela terceira fase preliminar da LC, em pleno estádio Luzhniki, a equipe foi humilhada por 4 a 1. Agora, só um milagre colocará o time na fase de grupos da competição européia.
Logo no dia seguinte, Valeriy Karpin, novo diretor de futebol do clube, que já estava insatisfeito com Cherchesov, não vacilou. Mandou o bigodudo treinador embora. Provisoriamente, o técnico do time reserva, Igor Ledyakhov, assumiu o comando. No entanto, a intenção da diretoria é de trazer alguém com nome, que imponha respeito ao elenco e aos adversários.
Por enquanto, nenhum nome foi especulado pela imprensa russa, além de que este deve ser estrangeiro. Karpin segue trabalhando na moita.


