Leste Europeu

Arsha o quê?

Bastaram dois jogos para a imprensa mundial descobrir Andrei Arshavin. Aos 27 anos, o meia-atacante do Zenit St. Petersburg e da seleção russa se tornou o principal jogador da Eurocopa e alvo da cobiça de grandes clubes europeus como Arsenal-ING e Barcelona-ESP.

No entanto, poucos se deram ao trabalho de assistir, por exemplo, a última Copa Uefa, conquistada pelo Zenit, transmitida para todo o mundo (inclusive o Brasil, via ESPN) e que teve Arshavin como um dos destaques. Muito menos procuraram se informar sobre o atual campeão russo, que por sinal é o Zenit e teve, vejam só, Arshavin como estrela.

Enfim, Arshavin não surgiu do dia para a noite. Seu talento, habilidade e regularidade já estavam ali há um bom tempo.

O começo da carreira foi em escolas de futebol de São Petersburgo, sua cidade natal. Aos 18 anos, foi levado para as categorias de base do Zenit, onde durou pouco por lá. Logo foi alçado aos profissionais e sua profunda relação com o clube e torcedores teve início. Desde então, foram 217 jogos pela equipe e 47 gols marcados.

A história na seleção russa também começou cedo, logo em 2002. No entanto, foi sob o comando de Guus Hiddink que Arshavin começou a brilhar. O holandês, no cargo de técnico da Rússia desde 2006, soube aproveitar as características do jogador e isso o tem ajudado muito. Pela equipe, joga como no Zenit: meia-atacante ou segundo atacante, sem muita responsabilidade defensiva.

Por tudo isso o sucesso de Arshavin, que por sinal é formado em Design, não é acaso.O jogador passa, provavelmente, pelo auge da carreira e já tem experiência suficiente para triunfar em qualquer liga européia.

Se depender unicamente do Zenit, Arshavin não será negociado após a Euro. O clube não precisa de dinheiro, é capaz de equiparar grandes salários e disputa a próxima fase de grupos da Liga dos Campeões. Com a Gazprom por trás, tem caixa suficiente para mantê-lo no clube.

Porém, a multa rescisória de Arshavin não é tão alta, algo em torno de € 12 a 15 milhões, um valor dentro da realidade dos grandes europeus. Além disso, há a vontade do jogador, já declarada, em defender o Barca, equipe pela qual ele se diz torcedor.

Certamente, e quanto a isso não há dúvidas, Arshavin não deixará o Zenit para jogar em qualquer clube da Europa. Ele saberá escolher e, se não surgir uma proposta boa, não hesitará em permanecer em São Petersburgo.

Tolos são os “analistas” que pensam o contrário e acabaram de descobrir o futebol russo. Felizmente, esse não é o caso da Trivela.

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Equipe Trivela

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