Leste Europeu

Adu ainda existe e ganha teste em clube polonês, mas nem o técnico o quer: “É uma piada”

Freddy Adu, que um dia já foi apontado como candidato a “novo Pelé”, ainda segue em sua empreitada como jogador de futebol profissional. E com “apenas” 28 anos (para quem parece estar na mídia há décadas), o meia tentará um recomeço no futebol europeu. Sua última aventura no Velho Continente aconteceu na Finlândia, logo depois de passar pelo Bahia, mas nem por lá deu certo. Ganhará agora uma oportunidade de ser testado no Sandecja Nowy Sacz, clube de uma cidade de 85 mil habitantes que subiu à primeira divisão do Campeonato Polonês. No entanto, nem mesmo o técnico da equipe demonstra boa vontade com o ganês naturalizado americano.

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“É uma piada. Eu li na imprensa sobre esse período de testes. Perguntei ao diretor esportivo por que ele não me contou nada. Ele me mandou uma mensagem falando que ‘viria um jogador para testes’ e que todos sabiam. O marketing sabia, a direção do clube sabia. Apenas o técnico não sabia quem era”, falou Radoslaw Mroczkowski, à imprensa local. “Seja quem for o responsável pelo convite, ele deveria testar Adu. Qual o ponto de ter um jogador como este? O chefe-executivo fala que é marketing. Nós poderíamos então contar com Janusz Chomontek”.

Chomontek, de 49 anos, é um personagem conhecido no futebol polonês por ter vários recordes de embaixadinhas registrados no Guinness Book, superando inclusive Diego Maradona em um desafio do tipo. Diz muito sobre as perspectivas de Freddy Adu para este novo momento da carreira.

Desde que deixou o Philadelphia Union, em 2013, Adu disputou apenas 24 partidas profissionalmente. Seu último clube foi o Tampa Bay Rowdies, da NASL, mas ele passou em branco nas 13 vezes em que entrou em campo pela liga. Sem vínculos e parado desde outubro, o foguete molhado busca mais uma chance, em uma carreira que não vingou em 13 clubes de oito países diferentes. A Polônia parecia pronta para rechear um pouco mais a lista. Mas o novo fracasso do americano já parece prescrito.

O Sandecja Nowy Sacz, aliás, poderia se preocupar um pouco mais com a situação em sua estreia na elite do Campeonato Polonês. O clube é o antepenúltimo colocado, com dois empates e uma derrota após três rodadas. O elenco, concentrado entre jogadores poloneses e de outros países do Leste Europeu, não traz nenhum medalhão. Se a diretoria pensou em uma jogada de marketing com a contratação de Adu, ao que parece, é um marketing negativo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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