Roma e os brasileiros: Wesley chega à capital italiana com histórico de ídolos e ‘flops’
Ex-Flamengo espera seguir os bons exemplos de jogadores do Brasil que passaram pelos Giallorossi
Entre Dino da Costa, nos anos 50, e Wesley França, anunciado nesta segunda-feira (28), a Roma já teve quase 50 jogadores brasileiros em sua história. O lateral-direito, um dos mais promissores defensores do país, contratado junto ao Flamengo por valores que podem chegar a 30 milhões de euros (R$ 194,4 milhões), reforça o vínculo de sucesso entre o time da capital italiana e o Brasil.
E a cria do Rubro-Negro tem grandes exemplos de compatriotas para se espelhar com a camisa dos Giallorossi, muitos deles dos maiores ídolos da história do clube, como Paulo Roberto Falcão, Aldair e Toninho Cerezo.
Ao mesmo tempo, como quase todo time no mundo com histórico de brasileiros, também há muitos atletas vindos do território brasileiro que deram muito errado em suas passagens pela Roma.
✍️ Wesley è un nuovo calciatore giallorosso! 🐺
— AS Roma (@OfficialASRoma) July 28, 2025
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Wesley tem até exemplo em sua posição que deu certo na Roma
Falcão não ganhou o apelido de “Oitavo Rei de Roma” à toa. Em apenas cinco temporadas nos anos 80, o então meia mudou o patamar do time que virou uma potência não apenas na Itália, mas também na Europa. Junto aos títulos da Série A (1982/83) e da Copa da Itália (80/81 e 83/84) também teve um vice da Copa dos Campeões, a atual Champions League, para o Liverpool em 1984.
Junto de Falcão naquela final europeia estava Cerezo, quem, apesar de não estar na conquista do Scudetto de 83, conseguiu também o amor dos romanos pela técnica refinada no meio-campo.
O legado da dupla brasileira de meio-campistas em Roma foi grande, porém não maior do que faria um defensor nos anos 90 e no começo dos anos 2000. Por 13 temporadas, Aldair foi um pilar da zaga da equipe da capitale e atingiu um patamar tão grande que sua camisa 6 ficou aposentada entre 2003 e 2013.

O ex-Flamengo e titular no tetra da seleção brasileira, apelidado de “Pluto” por uma semelhança com o personagem da Disney, foi campeão da Copa da Itália logo em sua primeira temporada pelos Giallorossi, em 1990/91, só que precisou esperar uma década para levar o primeiro Scudetto, em 2001, já ao lado de Cafu, o lateral-direito que pode servir de inspiração para Wesley.
Em seis anos, o jogador que levantou o penta com o Brasil marcou uma geração e é frequentemente lembrado pelos torcedores romanos por uma sequência de três chapéus que deu em Nedved, da rival Lazio, na campanha do título italiano. O jovem ex-Flamengo deve chegar em Roma já sabendo a importância de brilhar sobre os Biancocelesti.
Cafu, inclusive, chegou a passar um conselho para Wesley. “Que ele trabalhe e mantenha a calma. Ele vai precisar entender como funciona o ambiente de Roma, mas vocês vão ver que ele vai conseguir se impor“, disse ao jornal “Gazetta dello Sport”.
Cafu x Nedved
— Trivela (@trivela) July 3, 2019
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Apesar da Roma ter perdido o protagonismo no futebol italiano nos últimos 15 anos, há também bons exemplos de brasileiros que brilharam recentemente, como Marquinhos, hoje capitão do PSG e da Seleção, e Alisson, ídolo do Liverpool.
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Júlio Baptista e Renato Gaúcho são os exemplos negativos
Pelo histórico do Brasil no esporte, qualquer contratação que venha do “país do futebol” gera muita expectativa nos europeus. Ainda mais quando é um craque que já se provou no futebol local, como Renato Gaúcho quando fechou com a Roma, em junho de 1988.
O ídolo gremista, que tinha sido campeão continental e do mundo pelo Tricolor e estava no Flamengo, chegou sendo chamado de “Gullit branco“, mas acabou somando problemas de relacionamento com a comissão técnica, jogadores e imprensa até se despedir, um ano depois, com apenas 23 jogos pelo time italiano.
— É um futebol ridículo. Não fossem os jogadores estrangeiros, ninguém falaria do Campeonato Italiano — disparou Portaluppi à revista “Placar”, em 89.
Na mesma época, Andrade, outro ex-Fla, também ficou só um ano, teve nove partidas e ganhou o apelido de “Er Moviola” (câmera lenta) por sua lentidão em campo.
Como Portaluppi, cercado de expectativas, também chegou Julio Baptista, vindo do Real Madrid em 2008, para a equipe que era três vezes vice-campeã italiana consecutiva. Seria o ex-São Paulo a solução para o título finalmente acontecer? Na verdade, os romanos terminaram em sexto duas vezes com o brasileiro, além de outro segundo lugar, em suas três temporadas.
Mais recentemente, Michel Bastos e Gerson não deixaram saudades em Roma.
Wesley tem muitos exemplos para avaliar e saber qual brasileiro ele se inspirará com a camisa da Loba. Com contrato até 2030, o lateral espera se consolidar na Europa e se tornar importante também na Seleção em uma das posições mais carentes desta geração.
Todos os brasileiros que passaram pela Roma
- Dino da Costa
- China
- Jair
- Francesco De Mecenas
- Amarildo
- Falcão
- Toninho Cerezo
- Andrade
- Renato Gaúcho
- Aldair
- Cafu
- Antônio Carlos Zago
- Vágner
- Paulo Sérgio
- Fábio Júnior
- Marcos Assunção
- Emerson
- Francisco Lima
- Mancini
- Felipe
- Rodrigo Taddei
- Doni
- Rodrigo Defendi
- Júlio Sérgio
- Juan
- Cicinho
- João Paulo
- Felipe Ribeiro Gomes
- Filipe
- Júlio Baptista
- Artur Moraes
- Fábio Simplício
- Adriano
- Marquinho
- Lendro Castán
- Dodô
- Marquinhos
- Jonatan Lucca
- Maicon
- Babù
- Michel Bastos
- Alisson
- Juan Jesus
- Bruno Peres
- Gerson
- Daniel Fuzato
- Felipe Estrella
- Roger Ibañez
- Wesley
Fonte: “Transfermarkt”



