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Donnarumma: “Sabíamos que tínhamos que recomeçar com jogadores jovens depois de um período difícil”

Aos 23 anos, Donnarumma foi o capitão de uma Itália renovada e comentou sobre a necessidade de recomeço da Azzurra depois do fracasso ao perder a vaga na Copa

A Itália teve que recomeçar o seu trabalho e conseguiu dois bons jogos com um time rejuvenescido. A Azzurra entrou em campo contra a Hungria, nesta terça-feira, com um time com média de idade 25,1 anos e sem nenhum jogador de 30 anos ou mais. O técnico Roberto Mancini comemorou o que considerou uma boa atuação, mas ressaltou que o caminho é longo. O capitão do time foi Gianluigi Donnarumma, que também comentou sobre a renovação do time.

“Jogamos uma boa partida, especialmente no primeiro tempo. O gol deles, contudo, nos criou algum medo e pressão em um jogo que deveríamos ter vencido por uma maior margem de gols. Os dois times estavam um pouco cansados no fim”, disse o técnico da Itália.

“Jogamos com diversos jovens e estamos cientes que temos muito trabalho a fazer, o caminho ainda é longo. Podemos avançar com confiança porque jogamos dois bons jogos contra times difíceis contra Alemanha e Hungria”, declarou ainda o treinador.

A Itália parecia sofrer com a ressaca da perda derrota para a Macedônia do Norte. O time pareceu apagado e perdeu de forma categórica para a Argentina por 3 a 0, o que deixou uma péssima impressão. Donnarumma, que foi o capitão da equipe, mesmo tendo apenas 23 anos, foi perguntado sobre o que mudou para o time ter melhorado no empate contra a Alemanha por 1 a 1 e nesta vitória por 2 a 1 sobre a Hungria.

Gianluigi Donnarumma, goleiro da Itália (MIGUEL MEDINA/AFP via Getty Images)

“Sentimos o desejo de estarmos juntos de novo, de trabalhar duro, todos os novos rapazes estão nos dando uma grande ajuda em seguir adiante com esse senso de união. Nós sabíamos que tínhamos que fazer algo novo, mudar, recomeçar e todos os rapazes se colocaram à disposição do técnico. Eles estão ansiosos para trabalhar e essa é a atitude certa, porque esta camisa não tem preço”.

“Nós sabíamos que tínhamos que recomeçar com jogadores jovens depois de um período difícil. Eles [os jovens] vieram aqui com o espírito certo sabendo que você precisa fazer tudo que pode por esta camisa”, afirmou o goleiro.

“A braçadeira de capitão é uma emoção indescritível, vestir a camisa 1 e a braçadeira é algo que me deixa sem palavras. Por esta camisa eu jogaria até sem um dedo, tenho que agradecer ao departamento médico por ter me ajudado muito, com meu desejo e a ajuda deles fui capaz de jogar esta noite. Para mim, esta camisa é incrível e jogarei o quanto puder com esta camisa”.

Um dos titulares da equipe que parece ter muito futuro é o zagueiro Alessandro Bastoni, da Internazionale. O jogador fez uma boa partida contra os húngaros e comentou sobre a vitória, valorizando um rival que tinha conseguido um resultado importante na rodada passada: vencido a Inglaterra depois de 60 anos.

“Hungria recentemente derrotou a Alemanha e jogou bem na Euro 2020, então sabemos que eles são um bom time. Em nível internacional, todas as partidas são difíceis. Também provamos que podemos batalhar juntos, é um bom sinal. Tivemos muitas oportunidades de marcar o terceiro e quarto gols, não fizemos isso, mas ainda conseguimos defender o placar”.

Um dos mais experientes em campo era Matteo Politano, de 29 anos, do Napoli. Foi dele a jogada do segundo gol do time, marcado por Lorenzo Pellegrini. “Estou feliz com o nosso desempenho. Não foi fácil porque a Hungria também jogou um bom futebol e nunca desistiu. O golaço de Barella destravou o jogo e com certeza poderíamos ter marcado mais alguns gols, mas também fomos bem defendendo juntos quando precisamos levar os três pontos para casa”.

Outro dos jogadores experientes foi Leonardo Spinazzola, de 29 anos. Ele foi um dos grandes destaques da seleção italiana na Euro e, discutivelmente, o melhor jogador do time até se machucar contra a Bélgica, nas quartas de final. Ele assumiu a camisa 3, que era de Giorgio Chiellini, aposentado da seleção. Também foi titular novamente pela primeira vez com a camisa da Azzurra desde a lesão, em julho de 2021.

“Foi ótimo, meu retorno contra a Argentina tirou todo o medo que eu tinha. Hoje eu estava calmo, estou feliz. Nos últimos 20 minutos, minhas pernas começaram a sentir, mas isso é perfeitamente normal. Quanto mais eu jogar, melhor será. Os jogadores jovens nos dão energia. Nós os acompanhamos”.

A Itália volta a campo no sábado, quando enfrentará a Inglaterra, em Wembley. O jogo começa às 15h45 no horário de Brasília e deve ser interessante de ver, já que será o primeiro encontro entre as duas seleções desde a final da Eurocopa, vencida pela Itália nos pênaltis exatamente no Estádio de Wembley, no dia 11 de julho de 2021.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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